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Mercado de açúcar: volatilidade e pressão da safra brasileira
Imagem: Reprodução
Agro

Mercado de açúcar: volatilidade e pressão da safra brasileira

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O mercado de açúcar e etanol encerrou a semana com volatilidade, refletindo a pressão da safra brasileira e as oscilações nas cotações internacionais. Apesar de um suporte temporário devido a fatores externos, a expectativa de uma safra robusta no Brasil continua a impactar os preços.

Segundo análise da StoneX, o contrato NY #11, com vencimento em julho de 2026, fechou a semana cotado a USc 14,70 por libra-peso. Durante os pregões, o valor oscilou entre esse patamar e a resistência de USc 15,01/lb, evidenciando a instabilidade do mercado.

Fatores Externos e Impactos Climáticos

A valorização do petróleo Brent, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, contribuiu para a competitividade do etanol em relação à gasolina. Esse cenário acabou influenciando os preços do açúcar, mesmo que temporariamente.

Além disso, as projeções de déficit global para a temporada 2026/27 estão sendo monitoradas de perto. O fenômeno climático El Niño pode afetar a produção em países como Índia e Tailândia, comprometendo a oferta internacional e gerando incertezas no mercado.

No entanto, a expectativa de uma safra recorde no Brasil tem sido o principal fator limitante para uma recuperação mais consistente dos preços. Essa situação mantém o mercado internacional em um intervalo estreito de negociação, refletindo a abundância de oferta.

Recuperação do Etanol no Mercado Interno

No cenário interno, o etanol hidratado apresentou uma recuperação significativa, especialmente na base das usinas de Ribeirão Preto (SP), onde o preço subiu 4%, alcançando R$ 2,82 por litro. Esse aumento é um reflexo do aumento da participação das distribuidoras no mercado.

Apesar da melhora, o setor ainda enfrenta desafios que podem limitar uma valorização mais intensa. A ampla oferta de etanol, impulsionada pela moagem da cana-de-açúcar, continua a exercer pressão sobre os preços.

Além disso, a incerteza sobre a aprovação do E32, que aumentaria a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, adiciona cautela ao mercado. Contudo, alguns participantes já percebem sinais de estabilização nas cotações, especialmente com a melhora gradual da demanda no mercado doméstico.

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