O Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) foram classificados como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos, com a decisão entrando em vigor em 5 de junho. O anúncio foi feito por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, nesta quinta-feira (28).
Rubio comunicou a decisão em sua conta na rede social X, destacando que essas facções são algumas das mais violentas do Brasil. Ele também ressaltou que o alcance dos grupos se estende por toda a região e até mesmo aos Estados Unidos. O secretário afirmou que a administração Trump utilizará todos os recursos disponíveis para proteger os interesses de segurança nacional e combater o narcoterrorismo.
De acordo com Danilo Horta, especialista em relações internacionais, essa medida legitima os EUA a utilizar recursos do governo americano para combater essas organizações. Ele acrescenta que a classificação permite que os EUA financiem forças ou programas brasileiros de ação militar contra os grupos, além de legitimar sanções contra o Brasil.
A declaração de Rubio foi acompanhada de um comunicado à imprensa, onde ele justifica a ação como parte do compromisso do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas na região, visando garantir a segurança do povo americano.
Essa decisão ocorreu após uma reunião entre o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump. O comunicador Paulo Figueiredo mencionou que a classificação das facções como organizações terroristas foi um dos temas discutidos.
Por outro lado, o assessor-chefe da Presidência da República, Celso Amorim, criticou a possível classificação durante um fórum em Moscou, ressaltando o histórico de interferência dos EUA na América Latina. Ele defendeu que o combate ao crime organizado deve ser feito com determinação, mas equiparar crime organizado a terrorismo não é eficaz. Amorim também destacou os investimentos do Brasil em defesa e a necessidade de garantir a soberania digital.











