O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com a agropecuária se destacando como o principal motor desse crescimento. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que o agronegócio continua a ser um pilar fundamental da economia nacional.
Em termos absolutos, o PIB alcançou R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado e R$ 461,2 bilhões em impostos sobre produtos. Esse desempenho reflete a importância do setor agropecuário, que registrou um crescimento de 2,0% no período.
Agropecuária impulsiona a economia brasileira
O crescimento da agropecuária foi impulsionado principalmente pela produção de soja, que se beneficiou de condições climáticas favoráveis e da ampliação da área plantada. Essa cultura, em particular, teve um aumento de 4,8% na produção, alcançando níveis recordes.
Outras culturas, no entanto, enfrentaram desafios, como o milho e o arroz, que apresentaram quedas de 2,5% e 10,6%, respectivamente. Essa variação nas safras evidencia a necessidade de adaptação dos produtores às condições climáticas e às demandas do mercado.
Além da agropecuária, a indústria também contribuiu para o crescimento do PIB, com um aumento de 1,0%. As indústrias extrativas e a construção civil foram os principais responsáveis por esse avanço, refletindo uma recuperação gradual após períodos de retração.
O setor de serviços, por sua vez, teve um crescimento mais modesto de 0,5%, destacando-se áreas como informação e comunicação. A combinação desses resultados mostra uma economia em recuperação, mas ainda vulnerável a oscilações no consumo e no investimento.
Com o consumo das famílias crescendo 1,0%, a expectativa é que essa tendência continue a sustentar a atividade econômica. No entanto, a volatilidade nos investimentos e a queda nas exportações, que recuaram 1,7%, indicam que o cenário econômico ainda requer atenção e estratégias para garantir a estabilidade no futuro.











