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Genética bovina aumenta produção de leite e reduz emissões
Imagem: Reprodução
Agro

Genética bovina aumenta produção de leite e reduz emissões

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No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, um estudo recente destaca como a genética bovina pode aumentar a produção de leite em até 9,2% e reduzir as emissões de metano em 12,7%. Essa pesquisa reforça a importância da seleção genética para uma pecuária leiteira mais eficiente e sustentável, impactando diretamente a produção rural e a economia do setor.

O Brasil alcançou em 2025 a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios. Esse cenário evidencia a necessidade de tecnologias que aumentem a produtividade sem demandar mais recursos naturais, um desafio que a genética bovina está ajudando a enfrentar.

Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade

Pesquisas realizadas pela Zoetis mostram que animais geneticamente superiores conseguem manter uma alta produção mesmo em condições adversas, como o estresse térmico. Além disso, esses animais apresentam melhor eficiência alimentar e menor emissão de gases de efeito estufa ao longo de sua vida produtiva.

Os resultados indicam benefícios significativos para a produção leiteira, incluindo um aumento médio de 9,2% na produção de leite e uma redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos. Essas melhorias não apenas aumentam a rentabilidade dos produtores, mas também contribuem para a sustentabilidade do setor.

Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, ressalta que a genética permite decisões mais precisas nas propriedades. Com informações genéticas, os produtores podem identificar animais com maior potencial produtivo e melhor adaptação às mudanças climáticas.

Sustentabilidade e resiliência ao calor

A sustentabilidade se tornou um critério essencial na seleção genética. A metodologia RuFaS, utilizada nas pesquisas, avalia a sustentabilidade na pecuária e foi incorporada ao Clarifide Dairy Plus, uma ferramenta que considera diversos fatores, como bem-estar animal e uso racional de antibióticos.

Com o aumento das temperaturas e eventos climáticos extremos, a resiliência ao calor é uma prioridade para a cadeia produtiva do leite. A genética ajuda a identificar animais que mantêm a produtividade e a saúde mesmo sob estresse térmico, garantindo a continuidade da produção.

A eficiência alimentar também é um aspecto crucial, pois animais geneticamente mais eficientes convertem nutrientes em leite de forma mais eficaz. Isso não só reduz os custos de produção, mas também diminui a pegada ambiental da atividade, tornando a pecuária leiteira mais sustentável.

Com o uso de ferramentas genômicas, como o Clarifide Dairy Plus, os produtores podem tomar decisões mais informadas sobre seus rebanhos. A integração entre genética, ciência e tecnologia promete levar a pecuária leiteira brasileira a um novo patamar de competitividade e sustentabilidade nos próximos anos.

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