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Cevada no Rio Grande do Sul: área pode cair 30% com El Niño
Imagem: Reprodução
Agro

Cevada no Rio Grande do Sul: área pode cair 30% com El Niño

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A área de cultivo de cevada no Rio Grande do Sul deve sofrer uma queda superior a 30% na safra de 2026, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. Essa redução é impulsionada pela crescente preocupação dos agricultores com os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode afetar as condições de cultivo nos próximos meses.

A expectativa de chuvas acima da média durante o inverno e a primavera tem levado os produtores a reavaliar suas estratégias. Essa cautela reflete a necessidade de adaptação às incertezas climáticas, impactando diretamente a produção rural e a economia local.

El Niño e a percepção de risco no cultivo

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar destaca que a percepção de risco climático é o principal fator para a redução da área cultivada. O fenômeno El Niño altera o regime de chuvas na região Sul do Brasil, o que pode comprometer o desenvolvimento da cevada, especialmente em fases críticas.

A cevada, essencial para a indústria cervejeira, é sensível ao excesso de umidade, que pode prejudicar a qualidade dos grãos e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores. Apesar da manutenção dos contratos de compra pelas maltarias, muitos agricultores permanecem cautelosos diante das incertezas climáticas.

Desenvolvimento das lavouras e expectativas de mercado

Embora as preocupações sejam grandes, as lavouras de cevada já semeadas no Estado estão apresentando bom desenvolvimento. Os técnicos da Emater/RS-Ascar informam que as condições iniciais são favoráveis, com um bom estande de plantas e desenvolvimento vegetativo satisfatório.

Em relação ao mercado, a demanda da indústria cervejeira continua estável. Na região de Erechim, o preço médio da cevada foi cotado em R$ 80 por saca de 60 quilos, um valor considerado atrativo, mas que não elimina as preocupações com os riscos climáticos.

As previsões meteorológicas nas próximas semanas serão cruciais para as decisões dos produtores. Se os modelos climáticos indicarem uma atuação mais intensa do El Niño, é provável que os agricultores mantenham uma postura conservadora, resultando em uma das maiores reduções de área cultivada nos últimos anos.

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