A cafeicultura brasileira avança em uma nova fase de sustentabilidade com o início da colheita do primeiro café conilon produzido com fertilizantes de menor pegada de carbono. A iniciativa, que envolve a Yara Brasil, a JDE Peet’s e a ofi, visa reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar a produtividade, beneficiando diretamente os produtores rurais.
O projeto, que começou em junho de 2025, abrange mais de 20 propriedades no sul da Bahia e no Espírito Santo, regiões reconhecidas pela produção de café conilon. Com uma duração prevista de duas safras, a ação representa um passo significativo em direção a uma agricultura mais sustentável e eficiente.
Agricultura de baixo carbono avança na produção de café conilon
A proposta da parceria não se limita à sustentabilidade ambiental, mas também busca elevar a eficiência produtiva no campo. A utilização de tecnologias e práticas agronômicas modernas é um dos focos principais, permitindo que os produtores obtenham melhores resultados em suas lavouras.
Rafael Sol, engenheiro agrônomo e produtor em Eunápolis (BA), já observa melhorias significativas. “Percebemos melhor pegamento de frutos e plantas mais saudáveis, o que é um sinal positivo para o futuro das nossas lavouras”, afirma ele, destacando a importância da iniciativa.
Fertilizantes de menor emissão e capacitação técnica no campo
A Yara Brasil fornece fertilizantes com menor pegada de carbono e oferece suporte técnico aos produtores. O portfólio Yara Climate Choice™ é projetado para reduzir as emissões de GEE, com a expectativa de uma diminuição de até 40% em comparação aos métodos convencionais.
Além disso, a empresa prevê ganhos de produtividade de até 7,6 sacas por hectare, o que pode impactar positivamente a renda dos cafeicultores. Francielle Bertotto, gerente de Sustentabilidade da Yara, ressalta a importância da colaboração entre produtores e indústria para o sucesso da produção sustentável.
Indústria global busca maior resiliência na cadeia do café
A JDE Peet’s, por sua vez, participa do financiamento de insumos e na construção de uma cadeia de fornecimento mais resiliente. Para a empresa, a sustentabilidade na cafeicultura é crucial para garantir o abastecimento global de café no futuro.
Manoela Duenas, da ofi, destaca que o treinamento técnico e o monitoramento são essenciais para fortalecer a produção sustentável. A empresa se dedica a capacitar os produtores em boas práticas agronômicas e na utilização segura de defensivos agrícolas, preparando-os para os desafios climáticos e de mercado.
Com a consolidação dos primeiros resultados, o setor observa a evolução dessa iniciativa como uma referência para a expansão de modelos produtivos de baixo carbono em outras culturas agrícolas no Brasil. A integração entre sustentabilidade e produtividade é uma tendência crescente no agronegócio, prometendo fortalecer a competitividade do café conilon brasileiro no mercado internacional.











