Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer pode ser prevenido. Essa informação foi revelada no relatório “Mais Dados Mais Saúde”, divulgado nesta quarta-feira (3). O estudo mostra que a falta de conhecimento sobre a prevenção do câncer é alarmante, considerando que a doença é uma das principais causas de morte no país.
O relatório, que analisou a percepção da população sobre fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo, foi realizado por organizações como Umane e Vital Strategies, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todo o Brasil.
Fatores de risco e percepção da população
Embora o tabagismo seja amplamente reconhecido como um fator de risco, outros hábitos, como a falta de atividade física, são menos percebidos. Apenas 48,3% dos entrevistados acreditam que o sedentarismo contribui para o desenvolvimento do câncer. Essa baixa percepção pode impactar diretamente nas taxas de incidência da doença.
O estudo também revelou que 90,5% da população adulta reconhece que fumar causa câncer, enquanto 89,4% associam a herança genética à doença. No entanto, apenas 71,3% consideram as bebidas alcoólicas como um fator de risco, e 65,6% reconhecem os alimentos ultraprocessados como prejudiciais.
Desconhecimento sobre aleitamento materno e obesidade
Outro dado preocupante é que 40% dos entrevistados não sabem que o aleitamento materno pode proteger contra o câncer de mama. Além disso, apenas 54,1% reconhecem a obesidade como um fator de risco. Essa falta de informação pode levar a escolhas alimentares inadequadas e a um estilo de vida sedentário.
A pesquisa também apontou que 52,2% da população pratica atividade física regularmente, mas a conscientização sobre a importância do exercício na prevenção do câncer ainda precisa ser ampliada. A renda parece influenciar o conhecimento sobre esses fatores, com pessoas de maior poder aquisitivo demonstrando maior consciência sobre os riscos.
Jovens e hábitos alimentares
Os jovens até 24 anos são os que mais consomem alimentos considerados de risco, como ultraprocessados e bebidas adoçadas, sem intenção de reduzir o consumo. Essa faixa etária apresenta um comportamento preocupante, com 49,1% consumindo carne vermelha sem tentar diminuir a ingestão.
Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas e campanhas informativas que abordem não apenas o tabagismo, mas também outros fatores de risco, como a alimentação e a atividade física. A conscientização é fundamental para a prevenção do câncer e para a promoção de uma vida mais saudável.











