O mercado internacional do café registrou queda nesta quarta-feira (3), refletindo o avanço da colheita no Brasil e a expectativa de aumento na oferta global. Como maior produtor e exportador da commodity, o Brasil está acelerando os trabalhos de campo, o que limita a alta nos preços nas bolsas internacionais.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do café arábica apresentaram desvalorização. O vencimento julho/26 era negociado a 255,85 centavos de dólar por libra-peso, com uma queda de 335 pontos. Outros contratos também seguiram a tendência de baixa, evidenciando a pressão sobre os preços.
Colheita brasileira aumenta pressão sobre os preços
O avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil é o principal fator que pressiona as cotações. Com a nova safra entrando no mercado, a expectativa é de maior disponibilidade de café, especialmente da variedade arábica, ao longo de junho e julho.
Analistas apontam que esse aumento na oferta pode reduzir a pressão compradora observada anteriormente, criando um cenário de acomodação dos preços no curto prazo. Este fenômeno é comum durante o período de colheita, quando o fluxo de produto intensifica-se tanto no mercado físico quanto nas exportações.
Clima e demanda no radar do mercado
Apesar da pressão sazonal, as condições climáticas nas regiões produtoras continuam sendo monitoradas pelos investidores. O clima durante a colheita é crucial para garantir a qualidade dos grãos e evitar perdas que comprometam a produção.
Eventos climáticos adversos, como chuvas excessivas, podem impactar a qualidade do café e alterar as projeções de oferta, influenciando diretamente os preços nas bolsas internacionais. Além disso, a evolução da demanda global e os níveis de estoques também são fatores que podem trazer volatilidade ao mercado.
Com a colheita em andamento e o fluxo de café aumentando, o mercado avalia constantemente o equilíbrio entre oferta e demanda. Essa dinâmica será fundamental para definir os próximos movimentos das cotações internacionais da commodity, impactando tanto produtores quanto consumidores.











