
Existe a expectativa de que, após o fim dos depoimentos das testemunhas de acusação, que ocorre na quarta-feira (21), Moraes poderia avaliar que a prisão preventiva do general não seria mais necessária e que ele poderia aguardar o restante do julgamento em liberdade ou em prisão domiciliar.
Braga Netto está preso desde dezembro, sob a acusação de ter atuado para atrapalhar as apurações sobre o caso de tentativa de golpe de Estado.
A leitura desse grupo é que, se Moraes optasse por esse caminho, poderia fazer um gesto determinando a soltura do general agora que, na prática, não teria vida longa.
O próprio entorno de Braga Netto avalia que é impossível que ele escape de uma condenação e acredita que até outubro a sentença dos investigados pela tentativa de golpe deve ser sacramentada pela Primeira Turma da corte. Ou seja, mesmo que o desejo de Braga Netto fosse atendido, ele não demoraria a voltar para trás das grades. Ministros do STF avaliam, porém, que a chance de Moraes determinar a soltura do militar seria pequena.
Ao defender a manutenção da prisão de Braga Netto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a gravidade dos delitos e o perigo do ex-ministro voltar a praticar crimes.