‘Superman Lives’ – Você sabia que Nicolas Cage quase viveu o herói em um filme de Tim Burton?

Superman, o maior super-herói de todos os tempos, ganhará um novo filme nas telonas levante ano. É evidente que você já deve estar cansado de saber. O filme, aliás, estreia agora em julho, no segundo término de semana do mês – dia 10 no Brasil. Esse, no entanto, não é somente mais um filme do Varão de Aço, e sim o reinício de todo um universo nos cinemas – o universo dos personagens da DC na Warner, agora debaixo do selo de qualidade do diretor e produtor James Gunn (o varão que entregou a emocionante trilogia dos ‘Guardiões da Galáxia’).

Uma vez que forma de irmos aquecendo os motores para levante que é o filme mais aguardado do ano para muitos, resolvemos revisitar a maior mito urbana no cinema envolvendo o personagem. Falamos de ‘Superman Lives‘, filme que seria dirigido por Tim Burton no término dos anos 90 e daria perpetuidade à franquia posteriormente a era de Christopher Reeve. Mas não somente isso, pois o Varão de Aço seria vivido por ninguém menos que Nicolas Cage. Conheça inferior o filme mais famoso do cinema nunca feito.

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Em seguida o colapso da franquia clássica com ‘Superman IV: Em Procura da Sossego (1987), a Warner Bros passou os anos 90 desesperada para reviver o Superman nos cinemas. Mas não era só isso: eles queriam alguma coisa dissemelhante, ousado, que reinventasse o herói.

Foi logo que surgiu a teoria de fazer um filme chamado ‘Superman Lives — que traria o Azulão porquê um herói pós-moderno, angustiado, sombrio e com um cabelão digno de clipe de rock progressivo. O diretor? Tim Burton, o mesmo de ‘Batman (1989). O protagonista? Zero menos que Nicolas Cage, fã de quadrinhos, exótico e, bom… 100% imprevisível.

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Tudo começou com um roteiro chamado Superman Reborn (que não tinha zero a ver com os infames bebês-boneco), uma história em que o herói morria, ressuscitava, engravidava Lois Lane com um “toque de vontade vital” (isso mesmo) e enfrentava uma entidade cósmica. A Warner odiou.

A esfera logo passou para Kevin Smith. Sim, o diretor de ‘O Balconista(1994). Ele escreveu um novo roteiro, intitulado Superman Lives, com influências do roda “A Morte do Superman”, e vilões porquê Brainiac, Lex Luthor, o Erradicador, um traje regenerativo, e até um Superman que não voa — porque o produtor Jon Peters odiava ver personagens voando. Ah sim, e Peters também exigia uma luta com uma aranha gigante no terceiro ato. Smith achou que era reinação. Não era. A aranha mecânica gigante eventualmente daria as caras em outra superprodução da Warner do término dos anos 90: ‘As Loucas Aventuras de James West‘, com Will Smith.

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Em seguida sancionar o roteiro de Kevin Smith só para descartá-lo, a Warner colocou Tim Burton no comando do longa, esperando que ele fizesse com Superman o que havia feito com Batman. Só que Burton queria alguma coisa completamente dissemelhante. Para ele, o Superman era um forasteiro deslocado, introspectivo e torturado, uma espécie de Edward Mãos-de-Tesoura de Krypton.

Burton trouxe a designer Colleen Atwood, o roteirista Wesley Strick e logo depois Dan Gilroy para reescrever tudo. Brainiac virou uma indivíduo tentacular que viajava em uma nave em forma de caveira com patas de aranha, e Luthor se fundiria a ele numa forma monstruosa. Krypton seria bizarro e biotecnológico. E Superman… teria um uniforme preto reluzente e cabelo extenso até os ombros. A estética? Puro delírio burtonesco.

Sim, existe registro fotográfico e até vídeo: Nicolas Cage fez testes de figurino porquê Superman. E era… alguma coisa. Ele usava uma roupa translúcida, com luzes de LED pulsantes, parecia um Jedi hippie saído da toga de um disco do Pink Floyd. Mas por trás do visual invulgar, havia um ator genuinamente entusiasmado com o projeto. Cage era (e é) fã de HQs, e até batizou seu rebento de Kal-El. Ele queria um Superman mais humano, mais nervoso, mais contido. Zero de escoteiro sorridente — esse seria o Superman mais “ferrado da cabeça” já feito. E honestamente? Poderia até ter funcionado, se tivesse saído do papel.

Outros nomes cogitados para o elenco incluíam: Christopher Walken porquê Brainiac (obviamente). Sandra Bullock, Courteney Cox ou Julianne Moore para Lois Lane. E Chris Rock porquê Jimmy Olsen (!). O que faz sentido, levando em conta que Burton iria colocar Marlon Wayans porquê Robin em ‘Batman – O Retorno‘ (1992). Para finalizar, Jon Peters ainda queria que o filme tivesse um cão sidekick espacial robótico, porque evidente que sim. E talvez isso tenha inspirado James Gunn a incluir Krypto, o supercão em seu filme.

Durante 1997 e 1998, milhões de dólares foram gastos em testes, artes conceituais, storyboards, modelos de naves e armaduras, ensaios de Cage, sets em pré-construção e reuniões infinitas. A pré-produção foi enorme — mas cada vez mais o orçamento inchava, o roteiro mudava, os executivos ficavam nervosos.

Com o sucesso de ‘Titanic e o fracasso de ‘Batman & Robin, a Warner entrou em pânico. O novo patrão do estúdio cancelou o filme em 1998, poucos dias antes do início solene das filmagens. O orçamento já passava de US$ 150 milhões, e ninguém mais sabia qual era o tom do projeto. Burton ficou furioso. Nicolas Cage também. E ‘Superman Lives‘… morreu.

Apesar de nunca ter sido filmado, ‘Superman Lives virou uma mito da cultura pop-nerd. Por anos, fãs especularam sobre o visual de Cage, o tom do filme e se ele teria sido um sinistro totalidade ou um clássico cult avant-garde.

Em 2015, o documentário The Death of ‘Superman Lives’: What Happened?, dirigido por Jon Schnepp, mergulhou fundo nessa história. O filme traz entrevistas com Kevin Smith, Jon Peters, artistas de produção e até Tim Burton, que admite que estava perdido e que tudo era meio insano — mas ainda assim, fascinante de se imaginar.

Em 2023, o ciclo se fechou: Nicolas Cage apareceu brevemente porquê Superman em ‘The Flash’ (2023), recriando digitalmente a luta contra… uma aranha gigante espacial. Um fan service que homenageou, com 25 anos de demora, o Superman que quase foi.

Superman Lives poderia ter sido o filme mais bizarro de super-herói da história — ou o mais ousado. Talvez um pouco dos dois. Ele foi um revérbero puro dos anos 90: maximalista, experimental, caótico e com Nicolas Cage de collant futurista. Mas mesmo sem nunca transpor do papel, ele nos deu alguma coisa vasqueiro: um vislumbre de um Superman fora da caixinha, que não tentava repetir o pretérito, mas fabricar alguma coisa totalmente novo.

No término das contas, talvez ‘Superman Lives tenha cumprido seu papel: fazer segmento do folclore nerd, não porquê filme, mas porquê mito. Porque às vezes, algumas histórias não precisam voar para se tornarem lendárias — basta que a gente continue olhando para o firmamento… e sorrindo com saudação.

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