O mercado de etanol no Brasil enfrenta um cenário desafiador no início de junho, com a colheita de cana-de-açúcar avançando no Centro-Sul e a oferta do biocombustível aumentando. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) indicam quedas nos preços do etanol hidratado e anidro, refletindo uma pressão significativa sobre as cotações.
A primeira semana de junho mostrou que o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,2166 por litro, uma redução de 0,67% em relação à semana anterior. Essa tendência de queda nos preços é impulsionada pela maior moagem de cana e pela produção crescente nas usinas da região, que é o principal polo sucroenergético do país.
Desvalorização do Etanol Anidro
O etanol anidro, que é misturado à gasolina, apresentou uma desvalorização ainda mais acentuada, fechando a semana a R$ 2,5108 por litro, com uma queda de 2,11%. Esse desempenho reflete a pressão da oferta crescente e a cautela dos agentes do mercado de combustíveis, que observam a evolução da demanda.
Com a safra de cana em ritmo acelerado e o consumo interno sem grandes avanços, analistas alertam que o mercado deve ficar atento aos estoques e à demanda nas próximas semanas. Essa dinâmica pode influenciar diretamente os preços e a competitividade do etanol em relação à gasolina.
No mercado spot paulista, o Indicador Diário Paulínia registrou o etanol hidratado a R$ 2.318,50 por metro cúbico, com uma queda de 0,41% em relação ao fechamento anterior. Desde o início de junho, o indicador acumula uma retração de 1,40%, evidenciando que a pressão sobre os preços se mantém.
As perspectivas para o mercado de etanol nos próximos dias dependerão do andamento da safra de cana-de-açúcar e das estratégias comerciais das usinas. Enquanto a produção avança, o setor observa atentamente o consumo interno e a competitividade do etanol frente à gasolina, fatores que poderão moldar os preços ao longo do mês.











