O Programa Brasil Soberano, que visa apoiar empresas brasileiras, passou a adotar novas regras a partir de 8 de junho de 2026. Com as mudanças, um número maior de empresas poderá acessar linhas de crédito, facilitando a recuperação econômica em tempos desafiadores.
Uma das principais alterações foi a redução do percentual mínimo de impacto no faturamento exigido, que caiu de 5% para 1%. Essa medida é especialmente relevante para empresas exportadoras e fornecedores que enfrentam dificuldades devido a tarifas impostas pelos Estados Unidos e conflitos no Oriente Médio.
Quem pode se beneficiar
As novas diretrizes beneficiam dois grupos principais do programa. O primeiro grupo inclui exportadores de bens industriais que foram afetados por tarifas dos EUA, enquanto o terceiro grupo abrange exportadores com operações em países do Oriente Médio impactados por conflitos.
Para ter acesso ao crédito, as empresas precisam comprovar que as exportações representaram pelo menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Essa mudança abre portas para muitas empresas que antes estavam excluídas do programa.
Setores contemplados
Os setores que se destacam no primeiro grupo incluem indústrias como aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro. Essas áreas são fundamentais para a economia brasileira e a inclusão delas no programa é um passo importante para a recuperação do setor industrial.
O terceiro grupo, que permanece inalterado, abrange setores estratégicos como têxtil, químico, farmacêutico, e eletrônicos. A manutenção dessas categorias é crucial para garantir a competitividade do Brasil no mercado global.
Como solicitar o crédito
As empresas interessadas em solicitar o crédito podem verificar sua elegibilidade a partir de 4 de junho de 2026, utilizando a plataforma Gov.br com certificado digital. Essa facilidade é um incentivo para que mais negócios busquem apoio financeiro.
Além disso, é importante que as empresas do segundo grupo verifiquem se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no CNPJ está entre as contempladas pela nova regulamentação. Essa atenção aos detalhes pode fazer a diferença no acesso ao financiamento.











