O agronegócio do Rio Grande do Sul apresentou um crescimento expressivo nas exportações em maio de 2026, alcançando US$ 1,33 bilhão, um aumento de 32,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse desempenho destaca a importância do setor para a economia gaúcha, que se consolidou como um dos principais motores da balança comercial do estado.
Os embarques totalizaram 2,04 milhões de toneladas, refletindo um crescimento de 47,4% em volume. Esses números foram divulgados no relatório mensal de Exportações do Agronegócio do Rio Grande do Sul, elaborado pela Assessoria Econômica da Farsul, e mostram que o agronegócio respondeu por 72% do valor total exportado pelo estado.
Complexo soja e carnes impulsionam resultados
O complexo soja liderou o crescimento das exportações, com vendas que totalizaram US$ 585,1 milhões, um aumento de 62,2% em valor. A soja em grão foi o principal produto, com US$ 383,4 milhões em vendas, representando um crescimento de 78,5% em relação ao ano anterior.
Além da soja, o setor de proteínas animais também se destacou, com a carne de frango in natura apresentando um crescimento de 35,3% em valor. A recuperação do setor após restrições anteriores contribuiu para esse resultado positivo, mostrando que o mercado internacional está se reestabelecendo.
A China se manteve como o principal comprador dos produtos agropecuários gaúchos, importando US$ 412,6 milhões em maio. Essa demanda crescente, especialmente por soja, reforça a importância do mercado asiático para o agronegócio do estado, embora a Farsul tenha alertado sobre possíveis impactos de novas tarifas sobre a carne bovina.
Enquanto isso, as exportações para os Estados Unidos caíram drasticamente, com uma queda de 61,3% em relação ao ano anterior. Essa retração evidencia a necessidade de diversificação dos mercados compradores, uma tendência que já se observa com o aumento das exportações para a Ásia e Europa.
No acumulado do ano, as exportações do agronegócio gaúcho somaram US$ 5,60 bilhões, um crescimento de 9,3% em comparação com 2025. Essa evolução demonstra uma estrutura exportadora mais robusta e diversificada, que pode beneficiar tanto os produtores locais quanto a economia regional.











