As exportações do agronegócio brasileiro atingiram a marca de US$ 16 bilhões em maio de 2026, um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este resultado representa o segundo maior valor histórico para o mês, impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, reafirmam a importância do agronegócio como motor da balança comercial brasileira. O setor se destaca por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em diversas cadeias produtivas.
Soja e proteínas animais lideram as exportações
O complexo soja foi o principal responsável pelo desempenho positivo das exportações em maio. Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, com uma receita de US$ 6,3 bilhões, impulsionada pela valorização dos preços internacionais, apesar de uma queda em relação ao mês anterior.
As proteínas animais também tiveram um desempenho notável, com a carne bovina in natura exportando 262 mil toneladas, um aumento de 20% em relação ao ano passado. A carne de frango, com 442 mil toneladas exportadas, registrou um crescimento de 32%, refletindo a forte demanda no mercado internacional.
Desafios para o setor sucroenergético
Enquanto o setor de soja e proteínas avançou, o complexo sucroenergético enfrentou dificuldades. As exportações de açúcar VHP caíram 10%, e o etanol viu uma queda drástica de 79% nas exportações, refletindo a perda de competitividade do produto brasileiro no exterior.
Esses resultados desafiadores no setor sucroenergético podem impactar diretamente os produtores, que enfrentam um cenário de preços em queda e demanda reduzida. A necessidade de diversificação e adaptação às condições de mercado se torna cada vez mais evidente.
Perspectivas e atenção às tarifas dos EUA
O agronegócio brasileiro também está atento às investigações comerciais dos Estados Unidos, que propuseram tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Embora muitos produtos essenciais, como carnes e café, tenham ficado de fora, a situação requer monitoramento constante, pois pode afetar a competitividade do setor.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro continua mostrando resultados consistentes, com destaque para o crescimento nas exportações de soja e carnes. Apesar das incertezas, o setor mantém sua relevância no comércio global de alimentos e fibras, contribuindo significativamente para a economia nacional.











