As exportações de carne de frango do Brasil cresceram 29,6% em maio de 2026, atingindo 509,9 mil toneladas, o que representa o terceiro maior volume histórico desde o início da série em 1997. Esse aumento significativo reflete a forte demanda internacional por proteína animal brasileira, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais.
Impulsos do Oriente Médio nas exportações
Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita se destacaram como os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango. Os Emirados ampliaram suas compras em 68,8% em relação ao mês anterior, enquanto a Arábia Saudita registrou um aumento de 9%. Essa tendência mostra como o Oriente Médio se torna cada vez mais relevante no comércio exterior do setor.
O crescimento das exportações de carne de frango é um indicativo positivo para os produtores rurais, que podem se beneficiar de preços mais altos e maior demanda. Para os consumidores, isso pode significar uma oferta mais estável de produtos e, potencialmente, preços mais competitivos no mercado interno.
Desempenho do setor de ovos
No entanto, os ovos processados mostraram um desempenho positivo, com 3,99 mil toneladas exportadas, representando 32% do total. Essa mudança no perfil das exportações indica uma adaptação do setor às demandas do mercado, o que pode ser um sinal de recuperação futura.
Panorama e perspectivas para o agronegócio
O contraste entre o crescimento das exportações de carne de frango e a retração no setor de ovos evidencia um cenário dinâmico no agronegócio. A demanda externa continua a ser um motor importante para a cadeia produtiva de proteínas animais no Brasil, enquanto a adaptação às novas tendências de consumo se torna crucial para a sustentabilidade do setor.
Em resumo, o desempenho robusto das exportações de carne de frango traz otimismo para os produtores e para a economia regional, enquanto o setor de ovos busca novas estratégias para reverter a queda nas vendas externas. O comércio internacional se mostra fundamental para a saúde do agronegócio brasileiro em 2026.











