O chefe do grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar dos Estados Unidos, conforme anunciado por Washington e Caracas na noite de sexta-feira, 12 de junho de 2026. A ação, que envolveu coordenação entre as autoridades dos dois países, marca um desdobramento significativo na luta contra o crime organizado na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua rede social que a operação foi realizada sob suas ordens e destacou a colaboração com a Venezuela. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, declarou Trump, enfatizando a importância da cooperação internacional no combate ao crime.
Impacto da operação
A Venezuela confirmou a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, e relatou confrontos com membros de estruturas do crime organizado durante a operação. O Ministério das Comunicações do país informou que a ação foi apoiada por tecnologia especializada e envolveu troca de informações de inteligência.
Desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, sob pressão dos Estados Unidos. A morte de Guerrero pode impactar a dinâmica do crime organizado na Venezuela e em outros países da América Latina, onde o Tren de Aragua atua.
Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025, destacando sua atuação em atividades ilícitas como extorsão, tráfico de drogas e prostituição. A morte de seu líder pode representar uma vitória significativa na luta contra o crime organizado, embora os desdobramentos ainda sejam incertos.
Trump afirmou que, com a morte de Guerrero, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar. Essa declaração sugere um aumento na pressão sobre outras facções criminosas que operam na região, além de reforçar a posição dos Estados Unidos na luta contra o narcotráfico.
Com a morte de Niño Guerrero, o governo venezuelano e as autoridades americanas esperam desmantelar uma das organizações criminosas mais poderosas da América Latina. No entanto, a eficácia dessas ações dependerá da continuidade da cooperação entre os países e da capacidade de lidar com as consequências do vácuo de poder que pode surgir.











