Dicas de turismo: clima e produção em territórios quilombolas
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Dicas de turismo: clima e produção em territórios quilombolas

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O clima está se tornando um grande desafio para a produção agrícola em comunidades quilombolas, como a de Nova Esperança, em Baraúna (RN), onde a agricultora Sueli Bessa sente os efeitos das secas e das chuvas intensas. A realidade de Sueli reflete a luta de muitas mulheres quilombolas que, em busca de justiça climática, se reúnem para discutir soluções e preservar suas tradições.

Durante o encontro nacional das mulheres quilombolas, realizado em Gama (DF), o presidente Lula ouviu as preocupações sobre as mudanças climáticas que afetam diretamente a produção de frutas e hortaliças nas comunidades. A agricultura familiar, essencial para a subsistência de muitas famílias, está ameaçada.

Desafios e Superações

A comunidade de Nova Esperança, que abriga 70 famílias, enfrenta dificuldades como a falta de infraestrutura e abastecimento de água. As estradas não asfaltadas se tornam intransitáveis durante as chuvas, dificultando o acesso a mercados e serviços essenciais.

Sueli, que vende geleias e compotas, sonha em concluir o ensino médio e fazer um curso superior para ajudar sua comunidade. Sua filha, Suelene, compartilha desse desejo e destaca a importância dos coletivos de mulheres e jovens na luta contra as adversidades climáticas.

O livro Vozes quilombolas: mulheres em defesa do clima, lançado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), traz relatos e estratégias de resistência das mulheres quilombolas diante das mudanças climáticas. A agrônoma Fran Paula, responsável pela pesquisa, destaca a importância da titularização das terras para garantir justiça climática.

Produções Tradicionais em Risco

Entre as comunidades ameaçadas, está a Mesquita, em Cidade Ocidental (GO), onde a plantação de marmelo, símbolo de resistência local, enfrenta os efeitos das variações climáticas. A expectativa é que o território seja demarcado ainda este ano, garantindo a proteção das 785 famílias que vivem na região.

Na comunidade Divino Espírito Santo, em São Mateus (ES), a produção de beiju artesanal também sofre com as mudanças climáticas e o uso de agrotóxicos nas proximidades. A agricultora Denise Penha ressalta a importância de preservar o cultivo de mandioca, fundamental para a identidade e a cultura local.

Essas histórias de luta e resistência mostram como as comunidades quilombolas estão se adaptando e buscando soluções para enfrentar os desafios impostos pelo clima. A união e a força dessas mulheres são essenciais para garantir a continuidade de suas tradições e modos de vida.

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