O preço da mandioca ganha sustentação no mercado brasileiro devido à redução da oferta e à recuperação da demanda por fécula. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que essa mudança de cenário tem aliviado a pressão sobre os preços, que enfrentaram dificuldades no primeiro semestre de 2026.
Produtores que conseguiram equilibrar suas finanças estão adotando uma postura mais cautelosa, diminuindo o ritmo das vendas. Essa estratégia tem restringido a disponibilidade de mandioca para a indústria, contribuindo para uma maior estabilidade nas cotações.
Impacto das condições climáticas
As chuvas em diversas regiões produtoras também têm influenciado o mercado, limitando a colheita e reduzindo temporariamente o volume de raízes disponíveis. Essa situação, combinada com a diminuição da oferta de mandioca de segundo ciclo, deve persistir até meados de julho, mantendo o mercado ajustado.
Com a oferta em queda, os produtores passam a ter mais controle sobre a comercialização, avaliando cuidadosamente os preços antes de fechar novos negócios. Essa nova dinâmica pode favorecer uma recuperação gradual dos preços da mandioca, especialmente se a demanda da indústria de fécula continuar a crescer.
Especialistas destacam que a atual situação é um reflexo de uma mudança no comportamento do mercado. Nos primeiros meses de 2026, muitos agricultores venderam suas produções rapidamente para gerar caixa, aumentando a pressão sobre os preços. Agora, com menos urgência financeira, a comercialização tende a ser mais estratégica.
Nos próximos meses, fatores como clima, disponibilidade de matéria-prima e o ritmo de consumo da indústria serão cruciais para a formação dos preços da mandioca. O setor agropecuário deve ficar atento a essas variáveis, que podem impactar diretamente tanto os produtores quanto os consumidores.











