A produção de milho para silagem no Rio Grande do Sul enfrenta um recuo significativo na safra 2025/26, impactada por condições climáticas adversas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada, revelando os efeitos das geadas e outras oscilações climáticas que afetaram a produtividade.
As geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram lavouras que foram plantadas mais tardiamente. Muitas áreas, inicialmente destinadas à produção de grãos, foram redirecionadas para silagem, permitindo que os produtores aproveitassem a biomassa disponível e minimizassem as perdas financeiras.
Impacto na produtividade e na área cultivada
A produtividade média do estado foi revisada para 36.878 quilos por hectare, uma queda de 3,8% em relação à estimativa inicial de 38.338 quilos por hectare. Essa redução reflete diretamente as condições climáticas desfavoráveis que prejudicaram o desenvolvimento das plantas.
Além da produtividade, a área cultivada com milho para silagem também apresentou uma diminuição, totalizando 349.085 hectares, uma retração de 2% em comparação à safra anterior. Essa combinação de menor área e produtividade resultou em um volume final de produção inferior ao esperado.
A produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas, 0,7% abaixo do que foi colhido na safra anterior. Em relação à previsão inicial, que indicava um potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%, evidenciando os desafios enfrentados pelos produtores.
Os eventos climáticos, especialmente as geadas, foram os principais responsáveis pelo desempenho abaixo do esperado. Apesar das dificuldades, a capacidade de adaptação dos agricultores permitiu que parte das áreas afetadas fosse aproveitada, garantindo a oferta de silagem para a pecuária e ajudando a mitigar os impactos econômicos da safra.











