O Irã estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate de 2 a 2 contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, na segunda-feira (15). O jogo, que ocorreu em meio a tensões geopolíticas, marcou a primeira participação da seleção iraniana no torneio em solo norte-americano.
Com o resultado, Irã e Nova Zelândia lideram o Grupo G, que também conta com Bélgica e Egito, todas as equipes somando um ponto. O próximo desafio do Irã será contra a Bélgica no domingo (20), enquanto a Nova Zelândia enfrentará o Egito em Vancouver.
Desafios fora de campo
A partida foi cercada por uma atmosfera de expectativa, não apenas pelo futebol, mas também pelas questões políticas que envolvem o Irã e os Estados Unidos. A seleção iraniana enfrentou dificuldades para obter vistos e autorização para competir, refletindo a tensão entre os dois países.
Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido anunciado no dia anterior ao jogo, a situação já havia impactado a equipe. O atacante Sardar Azmoun, um dos principais jogadores, não participou do Mundial devido a problemas relacionados ao visto.
Os jogadores iranianos estão concentrados em Tijuana, no México, e foram autorizados a entrar nos Estados Unidos apenas um dia antes das partidas. A equipe chegou a Los Angeles no domingo e deve deixar o país rapidamente após o jogo.
Protestos e manifestações
Antes do início da partida, membros da comunidade persa em Los Angeles se reuniram para protestar contra o governo iraniano. Alguns torcedores expressaram apoio à seleção, enquanto outros pediram a retirada do time da competição, alegando que os atletas são coniventes com o regime atual.
Os manifestantes exibiram a bandeira histórica do Irã, um símbolo político que é frequentemente proibido pela Fifa, mas que muitos conseguiram levar para o estádio.
Em campo, o jogo foi movimentado, com ambas as equipes buscando o gol. A Nova Zelândia abriu o placar logo no início, mas o Irã reagiu rapidamente, mostrando que está determinado a lutar por uma classificação histórica na competição.











