A busca por cadeias produtivas mais sustentáveis no agronegócio avança com a mensuração objetiva dos resultados no campo. Nesse cenário, a AMAGGI se destacou ao integrar, em 2025, um projeto piloto de agricultura regenerativa liderado pela Round Table on Responsible Soy (RTRS).
O projeto visa desenvolver métricas que possam medir, validar e demonstrar os impactos das práticas regenerativas na produção de soja, levando em conta as particularidades da agricultura tropical. Essa iniciativa pode transformar a forma como os produtores rurais avaliam suas práticas e contribui para a sustentabilidade do setor.
Fazenda Água Quente: um exemplo de aplicação prática
A Fazenda Água Quente, unidade agrícola da AMAGGI localizada em Sapezal (MT), é o local onde o projeto ganhou aplicação prática. Com 20.473 hectares, a propriedade destina cerca de 15.876 hectares à produção agrícola, incluindo soja e algodão, e conta com 336 colaboradores.
A participação no piloto permite testar indicadores de sustentabilidade diretamente no ambiente produtivo, reforçando a conexão entre pesquisa e produção em larga escala. Isso é crucial para a evolução das práticas agrícolas sustentáveis e para a adaptação às exigências do mercado.
Métricas de sustentabilidade e seus impactos
As práticas já adotadas pela AMAGGI, como plantio direto e uso de bioinsumos, são fundamentais para o modelo regenerativo. A inclusão de novos indicadores, que avaliam desde a biodiversidade até o uso racional da água, promete aumentar a resiliência dos sistemas produtivos e a saúde do solo.
Esses novos parâmetros não apenas beneficiam o meio ambiente, mas também podem resultar em maior valorização dos produtos no mercado, especialmente em regiões que exigem certificações socioambientais. A certificação RTRS, por exemplo, facilita o acesso a mercados mais exigentes, como os da Europa e Ásia.
Conectando sustentabilidade e desempenho econômico
A mensuração de práticas sustentáveis transforma indicadores técnicos em ferramentas de gestão, conectando sustentabilidade e desempenho econômico. Esse modelo pode reforçar a competitividade da soja brasileira em cadeias globais que cada vez mais valorizam critérios ambientais e sociais.
Com a evolução do projeto, a expectativa é consolidar métricas mais precisas e aplicáveis à agricultura tropical, fortalecendo a credibilidade dos sistemas regenerativos. A iniciativa posiciona o Brasil como protagonista no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a produção de soja em escala global.











