As exportações de milho do Brasil tiveram um crescimento significativo no primeiro trimestre de 2026, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais do cereal. O volume embarcado alcançou 6,74 milhões de toneladas, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo um valor FOB de US$ 1,48 bilhão, o que representa uma alta de 13,1%.
Com a ampliação da presença internacional, o Brasil agora exporta para 69 países, um aumento em relação aos 63 destinos do ano passado. Essa diversificação é crucial para o agronegócio, pois reduz a dependência de mercados específicos e fortalece a segurança comercial do setor.
Egito e Vietnã: Novos protagonistas nas importações
O Egito se destacou como o principal comprador do milho brasileiro, com aquisições que somaram US$ 367,7 milhões, um crescimento de 30% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O Vietnã também apresentou um aumento expressivo, ampliando suas compras em 257% e se tornando um dos três maiores importadores do cereal.
Essa mudança no perfil dos compradores demonstra uma tendência de diversificação, que é benéfica para o produtor rural, pois diminui os riscos associados a oscilações econômicas e barreiras comerciais em mercados específicos. O Irã, por outro lado, viu sua participação nas importações brasileiras cair de 35,3% para 20,9% no mesmo período.
Qualidade e modernização: Fatores essenciais para o sucesso
O crescimento das exportações também destaca a importância da qualidade pós-colheita. A manutenção de padrões rigorosos de qualidade é fundamental para acessar mercados mais exigentes e garantir a competitividade do milho brasileiro. A atenção ao controle de umidade e ao armazenamento adequado é vital para evitar perdas e deterioração.
Além disso, as exigências internacionais estão impulsionando a modernização do setor, com a necessidade de processos mais eficientes em secagem, armazenagem e logística. Investimentos em tecnologia e gestão pós-colheita se tornam cada vez mais necessários para atender a essas demandas.
As perspectivas para 2026 são otimistas, com a expansão do número de mercados compradores e o fortalecimento da presença em países asiáticos e africanos. O Brasil se posiciona como um dos principais exportadores mundiais de milho, e a combinação de produtividade no campo com eficiência na conservação dos grãos será um diferencial competitivo crucial.











