O Governo de Mato Grosso anunciou a prorrogação do prazo para o fim do uso de biomassa nativa nas indústrias do estado, agora previsto para 2035. A decisão foi formalizada em um novo Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado em 10 de junho, que altera o cronograma anteriormente estabelecido.
Com as novas regras, indústrias que utilizam biomassa, como usinas de etanol de milho, terão até 2035 para substituir a vegetação nativa por fontes de florestas plantadas ou áreas autorizadas sob Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). Essa mudança visa garantir a sustentabilidade e a segurança no abastecimento energético das indústrias locais.
Flexibilização do cronograma e novas metas florestais
O novo acordo modifica o compromisso anterior, que previa a eliminação do uso de biomassa nativa até 2034. Agora, a única meta intermediária é reduzir o uso de biomassa nativa para 40% em 2034, com a eliminação total programada para 2035.
Além da prorrogação, o governo estabeleceu novas metas para aumentar a oferta de matéria-prima renovável. Entre os objetivos estão a implantação de 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040 e a ampliação da área de manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares.
Essas ações visam atender à crescente demanda da indústria mato-grossense por biomassa renovável, ao mesmo tempo em que se busca reduzir a pressão sobre a vegetação nativa. A medida é estratégica para o desenvolvimento econômico do estado e para a sustentabilidade ambiental.
Regras diferenciadas para indústrias existentes e novos projetos
O TCA também estabelece um tratamento diferenciado para indústrias já em operação e novos empreendimentos. As indústrias existentes seguirão o cronograma de transição, enquanto novos projetos deverão comprovar que utilizarão exclusivamente biomassa de florestas plantadas ou de manejo florestal sustentável.
Essa exigência é fundamental para garantir que os novos investimentos estejam alinhados com a política estadual de transição para fontes renováveis, promovendo um desenvolvimento industrial mais sustentável.
Atualmente, Mato Grosso conta com menos de 200 mil hectares de florestas plantadas para produção de biomassa. A ampliação dessa área é considerada essencial para sustentar o crescimento da indústria de etanol de milho e de outros segmentos que dependem da biomassa, contribuindo assim para a economia regional.











