O governo interino da Venezuela e a oposição iniciaram um diálogo sobre uma transição democrática, com o apoio dos Estados Unidos. O encontro, realizado em 18 de junho de 2026, marca um passo significativo em meio a um cenário político conturbado no país sul-americano.
A reunião ocorre quase seis meses após a captura de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana. Desde então, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, enfrentando forte pressão internacional, especialmente de Washington.
Retorno da Oposição e Expectativas de Mudança
A ex-deputada Dinorah Figuera, que retornou à Venezuela após oito anos de exílio, foi convidada pelos Estados Unidos para participar das negociações. Ela enfatizou a necessidade de estabelecer uma autoridade eleitoral “crível” para garantir a legitimidade do processo democrático.
Logo após sua chegada, Figuera se reuniu com Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, em um encontro que visou discutir a representação da oposição. A Assembleia Nacional destacou a importância desse diálogo para a construção de um novo cenário político no país.
O Departamento de Estado dos EUA apoiou o encontro, considerando-o uma oportunidade para debater uma agenda que possa servir como um roteiro para a transição democrática. Essa iniciativa reflete a crescente pressão internacional sobre o governo interino para implementar reformas significativas.
Figuera também se distanciou da líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. Recentemente, Machado lançou o “manifesto do Panamá”, que visa unir forças para negociar a transição e reivindicar a vitória de seu candidato nas eleições presidenciais de 2024.
O cenário político na Venezuela é complexo e afeta diretamente a região. O Brasil, como vizinho e parceiro comercial, observa atentamente os desdobramentos, pois uma mudança na governança venezuelana pode impactar questões como migração e segurança na fronteira.











