Os coletivos esportivos LGBTQIA+ estão se tornando cada vez mais importantes na promoção de espaços de afeto, segurança e resistência. Em um cenário onde a LGBTfobia ainda é um problema estrutural, esses grupos oferecem um refúgio para que pessoas da comunidade possam se exercitar e se conectar sem medo de preconceitos.
Um estudo da Nix Diversidade, em parceria com a Nike, revela que 68% da comunidade LGBTQIA+ considera o esporte essencial, mas 85% enfrentam discriminação em ambientes esportivos. Para mudar essa realidade, coletivos autônomos têm surgido, permitindo que indivíduos se sintam à vontade para praticar esportes e formar laços.
Coletivos como Espaços de Pertencimento
Patty Furtado Lima, fundadora do coletivo Trans No Corre, exemplifica como esses grupos nascem da necessidade de inclusão. Após enfrentar dificuldades durante sua transição, Patty e outras pessoas trans decidiram criar um espaço seguro para praticar corrida, transformando suas experiências em um ambiente acolhedor.
Os treinos do Trans No Corre são realizados na Praça Roosevelt, um local simbólico que representa a luta por direitos. Com diferentes pelotões, o coletivo garante que todos possam participar, independentemente do condicionamento físico, promovendo um senso de comunidade e apoio mútuo.
A 6ª Corrida do Orgulho LGBT+, que acontece em São Paulo no dia 28 de junho, é outro exemplo de como o esporte pode ser uma celebração da diversidade. O evento reúne atletas de diferentes níveis e se transforma em uma manifestação política, mostrando que a comunidade tem o direito de ocupar espaços públicos com segurança.
Além disso, coletivos como o Angels Volley e o Monta Mona têm demonstrado o impacto positivo do esporte na vida de pessoas que, por anos, se afastaram da prática física. Esses grupos não apenas incentivam a atividade física, mas também promovem saúde mental e social, criando redes de apoio que vão além do exercício.
Com o aumento dos coletivos, a demanda por ambientes esportivos mais inclusivos cresce. Fabrício Addeo Ramos, da Nix, destaca a importância de academias e assessorias esportivas adotarem uma abordagem mais humanizada, garantindo que todos se sintam bem-vindos e respeitados. O esporte, quando inclusivo, se torna uma ferramenta poderosa de transformação social.











