Os custos de produção de suínos e frangos no Brasil apresentaram uma nova queda em maio, aliviando a pressão sobre os produtores rurais. Segundo dados da Embrapa Suínos e Aves, essa redução é impulsionada pela diminuição nos preços dos insumos, especialmente na alimentação animal, o que traz um cenário mais favorável para o agronegócio.
A retração nos custos foi notada em estados como Santa Catarina e Paraná, que são referências nacionais para os Índices de Custo de Produção (ICPs). Essa tendência é um alívio significativo para os produtores, que enfrentaram desafios nos últimos meses devido ao aumento dos preços dos insumos.
Suinocultura: custo do suíno vivo recua em Santa Catarina
No principal estado produtor de suínos do Brasil, Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo caiu de R$ 6,25 para R$ 6,23 por quilo em maio, uma redução de 0,37%. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) também registrou uma queda acumulada de 3,87% no ano.
A alimentação dos suínos continua sendo a maior parte dos custos, representando 72,45% das despesas totais. A ração teve uma diminuição de 0,36% em maio, refletindo uma tendência positiva para os produtores que dependem desse insumo.
Avicultura: custo do frango de corte também diminui
Na avicultura, o Paraná observou uma queda de 0,38% no custo de produção do frango de corte, que passou a custar R$ 4,68 por quilo. Apesar da redução mensal, o Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) acumula uma leve alta de 0,53% nos primeiros cinco meses do ano.
A alimentação dos frangos também é um fator crucial, respondendo por 63,03% do custo total de produção. A ração apresentou uma queda de 1,15% em maio, o que é um indicativo positivo para a rentabilidade dos avicultores.
Queda dos insumos favorece competitividade do setor
A diminuição dos custos de alimentação é um dos principais fatores que melhoram as margens de lucro para os produtores. Com a estabilização dos preços de milho e farelo de soja, a expectativa é que os custos de ração continuem a diminuir, impactando positivamente a produção de aves e suínos.
Especialistas alertam que o comportamento dos insumos será crucial para a rentabilidade do setor no segundo semestre, especialmente em face das oscilações do mercado de grãos e das exportações de proteínas animais.











