O mercado internacional do café começou a semana com preços em queda, refletindo a colheita em andamento no Brasil e as incertezas climáticas globais. Tanto o café arábica quanto o robusta registraram desvalorizações nas principais bolsas, evidenciando a pressão sobre os preços devido ao aumento da oferta.
Desempenho do Café Arábica e Robusta
Na Bolsa de Nova York, o café arábica viu uma desvalorização significativa. Os contratos futuros para julho de 2026 foram cotados a 274,05 cents/lbp, uma queda de 105 pontos. Essa tendência de baixa é impulsionada pela maior disponibilidade do produto no mercado, à medida que a colheita avança nas principais regiões produtoras do Brasil.
Em Londres, o café robusta também seguiu a mesma trajetória, com preços em queda. Os contratos para julho de 2026 foram negociados a US$ 3.567 por tonelada, uma redução de 73 pontos. A combinação de oferta global e condições climáticas incertas tem gerado um ambiente desafiador para os produtores.
Impacto do Clima no Mercado
Apesar do avanço na colheita, o clima continua a ser um fator crítico no mercado de café. O fenômeno El Niño, que pode causar irregularidades nas chuvas e temperaturas, gera incertezas sobre o desenvolvimento das lavouras. Essa volatilidade climática é um dos principais elementos que afetam os preços internacionais do café.
No Brasil, o ritmo acelerado da colheita contribui para uma oferta maior no curto prazo. Entretanto, a expectativa de uma safra robusta em 2026 limita as possibilidades de altas significativas nos preços das bolsas internacionais. Os produtores devem estar atentos a essas dinâmicas para melhor planejar suas estratégias de venda.
Com a colheita em andamento e as condições climáticas em constante monitoramento, o mercado de café deve continuar a apresentar volatilidade. As próximas semanas serão cruciais para determinar a direção dos preços, com os investidores atentos a novas informações sobre oferta e produtividade nas lavouras.











