Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%
A suinocultura brasileira enfrenta um desafio crescente com a Salmonella enterica sorovar Choleraesuis, que impacta a produtividade e a saúde pública. A presença dessa bactéria não só afeta o bem-estar animal, mas também compromete a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Os prejuízos são significativos, especialmente na fase inicial de criação, onde a mortalidade e a redução do ganho de peso são frequentes. Nesse contexto, a vacinação surge como uma solução eficaz, demonstrando resultados promissores em granjas comerciais.
Resultados da vacinação na suinocultura
Um estudo da MSD Saúde Animal em Minas Gerais revelou que a vacinação pode reduzir a mortalidade na fase de creche em até 54,38%. A taxa de mortalidade caiu de 6,51% para 2,97%, evidenciando a importância da imunização no controle da doença.
Além dos benefícios sanitários, a vacinação também trouxe um impacto financeiro significativo. Com um retorno sobre o investimento (ROI) de 796%, cada R$ 1,00 aplicado na vacinação resultou em aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido para o produtor.
Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, destaca que esses resultados reforçam a importância da prevenção sanitária na atividade, contribuindo para a sustentabilidade econômica das granjas.
Tecnologia e eficiência na aplicação da vacina
A vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST se destacou pela eficácia e pela praticidade de aplicação. Com a possibilidade de ser administrada via água de bebida, elimina a necessidade de agulhas e simplifica o manejo diário.
O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias, um período crítico para a proteção imunológica. A flexibilidade na aplicação, que pode ser feita também por dosadores, permite adaptar o manejo às rotinas de cada granja.
Além disso, a vacinação contribui para a redução do uso de antibióticos, um aspecto cada vez mais relevante diante do aumento da resistência antimicrobiana. Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi identificada em 33% dos casos de infecção em suínos no Brasil.
Com os resultados positivos da vacinação, o setor se mostra otimista. Programas de imunização bem estruturados podem não apenas reduzir perdas produtivas, mas também melhorar a rentabilidade das granjas, tornando a suinocultura mais eficiente e sustentável.











