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Colheita de milho em Mato Grosso avança, mas preços caem
Imagem: Reprodução
Agro

Colheita de milho em Mato Grosso avança, mas preços caem

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A colheita do milho da segunda safra 2025/26 em Mato Grosso avança rapidamente, superando o ritmo da safra anterior. Até o dia 20 de junho, 20,86% da área cultivada no estado já havia sido colhida, um avanço de 9,57 pontos percentuais em apenas uma semana, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Esse desempenho é 6,78 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período da safra passada. As boas condições climáticas têm favorecido as operações em campo, permitindo que os produtores acelerem a colheita e aumentem a eficiência nas atividades agrícolas.

Médio-Norte lidera colheita no estado

Entre as regiões de Mato Grosso, o Médio-Norte se destaca com 29,92% da área já colhida. Em contrapartida, o Sudeste do estado apresenta um avanço de apenas 5,48%, refletindo os atrasos na semeadura. Apesar das diferenças, as lavouras fora da janela ideal ainda mostram potencial produtivo, embora inferior ao das áreas plantadas no período recomendado.

Com as lavouras se desenvolvendo bem, o Imea revisou para cima sua estimativa de produção de milho, agora projetando uma colheita de 53,35 milhões de toneladas. Essa quantidade é sustentada por uma produtividade média de 120,28 sacas por hectare, em uma área cultivada de 7,39 milhões de hectares.

Se confirmada, essa produção consolidará Mato Grosso como o principal produtor nacional de milho, contribuindo para o abastecimento interno e as exportações brasileiras. No entanto, a elevada oferta de milho no mercado continua a pressionar os preços do cereal.

Na última semana, o Indicador IMEA registrou uma queda de 0,84%, com a média de R$ 41,35 por saca. Na Bolsa Brasileira (B3), o contrato corrente caiu 1,07%, fechando a R$ 64,04 por saca. Essa pressão nos preços tem levado muitos produtores a adiar vendas, esperando melhores oportunidades no futuro.

A comercialização da safra 2025/26 também avança lentamente, com apenas 47,32% da produção prevista já negociada até junho. A cautela dos vendedores se deve à expectativa de recuperação dos preços, especialmente diante das incertezas logísticas e da demanda internacional.

Além disso, a colheita na Argentina, que já alcançou 48,20% da área prevista, também influencia o mercado global. Com duas grandes safras sendo colhidas simultaneamente na América do Sul, a pressão sobre os preços deve continuar, exigindo atenção dos produtores em suas estratégias de comercialização e gestão de custos.

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