A Tesla se defende das acusações de que seu sistema Full Self-Driving (FSD) teria contribuído para um acidente fatal no Texas, ocorrido no dia 19 de junho de 2026. Um Model 3 em alta velocidade colidiu com uma residência, resultando na morte de Martha Avila, de 76 anos. A empresa afirma que o motorista assumiu o controle do veículo, desconsiderando as funcionalidades autônomas.
De acordo com Ashok Elluswamy, chefe de inteligência artificial da Tesla, o motorista, identificado como Michael Butler, acelerou o carro a 73 mph (aproximadamente 117 km/h) em uma área residencial. Ele destacou que o acelerador estava pressionado mesmo após a colisão, o que indica que a direção autônoma foi desativada manualmente.
O que aconteceu
Relatos do Gabinete do Xerife do Condado de Harris indicam que Butler estava utilizando a tecnologia de assistência à condução no momento do acidente. O motorista não apresentava sinais de embriaguez e está colaborando com as investigações. Um vídeo do incidente mostra o carro atravessando o gramado de uma casa antes da colisão.
A versão da Tesla
Elluswamy criticou a cobertura da mídia, alegando que ela gera “medo, incerteza e dúvida” sobre a segurança dos veículos da marca. Elon Musk também se manifestou, afirmando que o FSD opera em velocidades reduzidas em áreas residenciais, enfatizando que o acidente ocorreu em alta velocidade.
Investigação da NHTSA
A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) iniciou uma investigação especial sobre o acidente, sendo este o 46º caso envolvendo veículos Tesla com tecnologia de direção autônoma ou assistida em uma década. Em vários desses incidentes, houve registros de fatalidades.
A NHTSA já estava analisando se o sistema do FSD alerta adequadamente os motoristas em condições adversas, o que levanta questões sobre a eficácia das tecnologias de assistência à condução. A situação destaca a necessidade de um debate mais amplo sobre a segurança e a regulamentação de veículos autônomos no Brasil e no mundo.











