O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, que não há ressentimentos em sua relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Kassab, que deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais em março, se distanciou do governador, embora tenha declarado que participará da campanha à reeleição.
A relação entre Kassab e Tarcísio já enfrentava tensões desde o ano passado. A situação se agravou quando o governador decidiu manter o atual vice, Felício Ramuth, na chapa à reeleição, contrariando os planos de Kassab, que esperava ocupar a vaga. Ramuth, que era filiado ao PSD, deixou o partido após a decisão.
Desdobramentos e Impacto Político
Interlocutores próximos a Kassab e Tarcísio indicam que havia um mal-estar crescente devido ao fortalecimento do PSD durante a gestão do governador. A percepção interna era de que Kassab utilizava a estrutura do governo para fortalecer seu partido, visando as eleições deste ano.
Em um contexto mais amplo, a relação entre Kassab e Tarcísio reflete as complexidades da política paulista. A decisão do governador de apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, enquanto Kassab busca construir uma “terceira via” com o lançamento de Ronaldo Caiado (PSD), ilustra as divergências entre os dois líderes.
O distanciamento de Kassab pode ter implicações significativas para a campanha de reeleição de Tarcísio. A falta de unidade entre aliados pode impactar a mobilização de votos e a estratégia eleitoral do governador em um cenário político já fragmentado.
Com a aproximação das eleições, a dinâmica entre Kassab e Tarcísio será observada de perto. A capacidade de ambos em superar desavenças e unir forças poderá ser crucial para o sucesso de suas respectivas candidaturas e para o futuro político do estado de São Paulo.











