“É fome ou ansiedade?”. Essa dúvida é comum e pode ser desafiadora, pois nem sempre é fácil distinguir esses sinais. Segundo a nutricionista e psicóloga Flavia Lucena, comer não é apenas um ato biológico, mas também emocional.
A fome física é um fenômeno que surge gradualmente, trazendo consigo sinais como estômago vazio e queda de energia. Em contrapartida, a vontade de comer impulsionada pela ansiedade tende a ser mais súbita e direcionada a alimentos específicos, geralmente aqueles que proporcionam conforto imediato.
Identificando a diferença entre fome e ansiedade
Flavia explica que, para diferenciar esses dois tipos de fome, é essencial observar como a vontade de comer aparece. A fome física permite uma maior flexibilidade na escolha dos alimentos, enquanto a ansiedade muitas vezes leva a uma busca por opções ricas em açúcar e gordura.
Esse padrão de comportamento está ligado a circuitos de recompensa no cérebro, que são ativados em momentos de estresse. Assim, a vontade de comer pode ser uma resposta a emoções, e não apenas à necessidade de energia.
Uma dica prática é prestar atenção se a vontade de comer desaparece após uma refeição comum ou se persiste até que um alimento específico seja consumido. Essa percepção pode ajudar a entender melhor suas necessidades alimentares.
Comer sem fome física é normal
Flavia também ressalta que comer sem fome física, ocasionalmente, não é um sinal de doença. O problema surge quando a alimentação se torna a principal forma de lidar com emoções negativas de maneira recorrente.
Por fim, ao invés de se perguntar “estou com fome ou estou ansioso?”, uma abordagem mais útil pode ser “meu corpo está pedindo energia ou estou tentando aliviar uma emoção?”. Essa reflexão pode ajudar a promover uma relação mais saudável com a comida.











