A produção de carne bovina no Brasil alcançou um recorde no primeiro trimestre de 2026, com um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados, fornecidos pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que o país produziu 2,62 milhões de toneladas de carne bovina, o maior volume já registrado para esse período.
O crescimento da produção foi acompanhado por um aumento nos abates, que totalizaram 10,24 milhões de cabeças, representando um avanço de 3,21% na comparação anual. Esse desempenho positivo reflete a forte demanda, especialmente do mercado externo, que continua a impulsionar o escoamento da produção brasileira.
Recorde histórico e demanda externa
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 marcam um marco significativo na história do setor, sendo o maior volume já registrado desde 1997. A demanda externa tem sido um fator crucial para esse crescimento, sustentando o ritmo de produção e contribuindo para a economia do agronegócio.
Além disso, o rendimento médio das carcaças também apresentou melhora, com um aumento de 1,45%, alcançando 255,90 quilos por cabeça. Esse indicador é um reflexo do crescimento na produção, que superou o aumento dos abates, resultando em uma maior eficiência na cadeia produtiva.
Mato Grosso se destaca na produção
Mato Grosso, o maior produtor de carne bovina do Brasil, também registrou um desempenho notável no primeiro trimestre de 2026. O estado abateu 1,80 milhão de bovinos, um crescimento de 8,10% em relação ao ano anterior, e produziu 492,64 mil toneladas de carne, alta de 12,93% na comparação anual.
Com esse resultado, Mato Grosso respondeu por 18,8% da produção nacional, reforçando sua liderança no setor. O rendimento médio das carcaças no estado subiu para 273,20 quilos por cabeça, um avanço de 4,46%, impulsionado pelo aumento da participação de machos entre os animais abatidos.
Perspectivas para o futuro
O desempenho recorde da produção de carne bovina no Brasil indica uma cadeia produtiva robusta e eficiente, com perspectivas positivas para o futuro. A demanda externa aquecida deve continuar a ser um fator determinante para a sustentação dos preços e do ritmo de abates ao longo de 2026, beneficiando tanto os produtores quanto a economia regional.











