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Diferença salarial entre sexos é menor em entidades sem lucro agora
Imagem: Reprodução
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Diferença salarial entre sexos é menor em entidades sem lucro agora

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A disparidade salarial entre homens e mulheres é menor em entidades sem fins lucrativos do que em empresas e na administração pública, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026.

O estudo revela que, em um universo de 10,6 milhões de organizações no Brasil, o salário médio mensal era de R$ 3,9 mil em 2024. Os homens recebiam, em média, R$ 4,2 mil, enquanto as mulheres ganhavam R$ 3,9 mil, resultando em uma diferença de 16,6% entre os gêneros.

Salários em Entidades Sem Fins Lucrativos

Quando analisados os dados por natureza jurídica, as entidades sem fins lucrativos apresentaram uma realidade diferente. Nesse segmento, as mulheres recebiam 95,3% do salário dos homens, com uma média de R$ 3.589,82, enquanto os homens ganhavam R$ 3.768,81.

Esse cenário contrasta com o encontrado em empresas, onde a disparidade salarial é mais acentuada. As mulheres recebem apenas 78,1% do salário dos homens, com uma média de R$ 2.996,79, em comparação aos R$ 3.838,67 dos homens.

Disparidade na Administração Pública

Na administração pública, a situação também é preocupante. As mulheres ganham 82% do que os homens recebem, com salários médios de R$ 4.967,51 para mulheres e R$ 6.058,19 para homens.

A pesquisadora Caroline Santos, do IBGE, sugere que a maior igualdade salarial nas entidades sem fins lucrativos pode estar relacionada à natureza do trabalho, que muitas vezes envolve assistência social, uma área com forte presença feminina.

Impacto da Legislação

Em julho de 2023, foi sancionada a Lei 14.611, a Lei de Igualdade Salarial, que visa garantir salários iguais para homens e mulheres na mesma função. No entanto, a diferença salarial persiste devido a fatores como a menor presença feminina em cargos de liderança e interrupções na carreira por maternidade.

O levantamento do IBGE também aponta que, em 2024, havia 10,6 milhões de CNPJs ativos no Brasil, empregando 68 milhões de pessoas. A análise revela um crescimento de 12,5% no número de empresas e organizações nos últimos dois anos, destacando a importância de continuar monitorando a evolução da igualdade salarial no país.

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