Uberlandia, MG Sex, 02 de outubro
20° Máx. 26° · Mín. 20° Garoa
Previsão para Uberlândia Hoje: garoa
Amanhã, 03/10 28° 20° 92% chuva
dom, 04/10 29° 20° 87% chuva
seg, 05/10 27° 20° 73% chuva
ter, 06/10 27° 20° 68% chuva
qua, 07/10 29° 19° 66% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
sex, 09/10 30° 22° 31% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Dicas de viagem: políticas antitabaco e saúde da população LGBTI+
Imagem: Reprodução
Turismo

Dicas de viagem: políticas antitabaco e saúde da população LGBTI+

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

As políticas antitabaco no Brasil precisam ser integradas à saúde da população LGBTI+, uma vez que a incidência de tabagismo entre homossexuais e bissexuais é 76% maior do que entre heterossexuais. Essa informação foi revelada em um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) durante um evento no Rio de Janeiro, destacando a necessidade de estratégias específicas para esse grupo.

De acordo com a pesquisa, 22,4% das pessoas homossexuais e bissexuais consomem produtos de tabaco, em comparação com 12,7% dos heterossexuais. A diferença é ainda mais acentuada no uso de dispositivos eletrônicos, como vapes, onde a prevalência entre o primeiro grupo é quase seis vezes maior.

Desafios e Estratégias

Aline Mesquita, pesquisadora do Inca, enfatiza que, embora o Brasil tenha políticas de controle do tabaco, é crucial que elas sejam adaptadas para atender às necessidades da população LGBTI+. Isso inclui a criação de protocolos nos serviços de saúde que atendem essa comunidade.

Denise Taynah, Secretária-Executiva do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTI+ do Rio de Janeiro, ressalta que os serviços de saúde devem ser capacitados para ajudar na redução do tabagismo, promovendo uma abordagem que considere tanto a saúde física quanto mental.

Além disso, a indústria tabagista tem se aproveitado dessa vulnerabilidade, promovendo produtos com aromas e sabores atrativos, que visam engajar especialmente os jovens. Essa estratégia é uma forma de marketing que pode ter impactos negativos na saúde da população LGBTI+.

Fatores Sociais e Saúde Mental

O preconceito e a violência são fatores que contribuem para a maior incidência de tabagismo entre a população LGBTI+. Aline Mesquita destaca que muitos começam a fumar na adolescência, um período já marcado por vulnerabilidades emocionais e sociais.

Gab Van, diretor executivo da Liga Transmasculina João W Nery, complementa que a violência e a ansiedade estão diretamente ligadas ao consumo de tabaco entre jovens transexuais. A falta de dados sobre identidade de gênero no Sistema Único de Saúde (SUS) também dificulta a criação de políticas mais eficazes.

Com a nova obrigatoriedade de coleta de dados sobre orientação sexual e identidade de gênero, espera-se que as políticas de saúde se tornem mais inclusivas e eficazes. A atenção primária à saúde pode ser um ponto de partida importante para a implementação de ações de controle do tabaco no Brasil.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...