O preço do milho no Brasil apresentou um leve recuo, encerrando a semana cotado a R$ 59,91 por saca. Essa queda é reflexo do avanço da colheita da segunda safra e do aumento da oferta interna, conforme análise da consultoria Safras & Mercado. Embora o movimento ainda seja incipiente, já impacta as negociações e diminui o apetite de compra dos consumidores.
Além da pressão interna, o clima mais frio nas regiões Sul e Centro-Oeste e a volatilidade do câmbio têm ajudado a conter quedas mais acentuadas nos preços. A valorização do dólar frente ao real, por exemplo, atua como um suporte, equilibrando a oferta e a demanda no mercado.
Colheita da safrinha e suas implicações no mercado
Com a colheita da segunda safra avançando, muitos produtores estão intensificando a fixação de vendas no mercado físico. Apesar disso, alguns agentes ainda mantêm suas expectativas de preço, o que sustenta parte das cotações, mesmo com a maior disponibilidade do cereal.
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) também exerce pressão sobre os preços do milho, impulsionada pela boa evolução das lavouras nos Estados Unidos. O foco dos investidores agora se volta para o relatório de área plantada que será divulgado em breve, o que pode aumentar a volatilidade no mercado.
Em comparação com a semana anterior, o preço médio da saca de milho caiu 0,59%. As cotações regionais variam, com destaque para Uberlândia (MG), onde o preço recuou 1,67%, refletindo a pressão de oferta e a dinâmica local do mercado.
Exportações e competitividade do milho brasileiro
As exportações brasileiras de milho mostraram um desempenho positivo em junho, com um volume de 341,8 mil toneladas e uma receita total de US$ 81,47 milhões. Esse aumento no volume exportado indica uma maior competitividade do milho brasileiro no mercado externo, mesmo com a queda nos preços médios de comercialização.
Os próximos dias serão cruciais para o mercado de milho, com a atenção voltada para o ritmo da colheita da segunda safra no Brasil, o relatório de área plantada nos EUA e as oscilações do câmbio. Esses fatores devem definir a tendência de curto prazo para as cotações do cereal, impactando tanto os produtores quanto os consumidores.











