Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho de 2026, resultaram em um número alarmante de vítimas, com pelo menos 920 mortos, incluindo cidadãos de diversos países. A tragédia deixou mais de 50 mil pessoas desaparecidas, segundo Tom Fletcher, chefe de ajuda humanitária da ONU.
Entre as vítimas, estão dois brasileiros, um homem e uma mulher, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O governo brasileiro está prestando assistência consular às famílias afetadas, destacando a proximidade geográfica e os laços entre os dois países.
Vítimas de nacionalidades diversas
O Ministério das Relações Exteriores de Portugal confirmou a morte de 28 cidadãos portugueses ou descendentes. Além disso, 85 pessoas estão desaparecidas, o que evidencia a gravidade da situação e a necessidade de apoio internacional.
Da Espanha, pelo menos cinco cidadãos foram confirmados como mortos, com 119 ainda não localizados. O aumento no número de vítimas espanholas reflete a significativa comunidade de 147 mil espanhóis que residem na Venezuela, segundo dados de 2026.
Um ítalo-venezuelano também está entre os falecidos. Ele nasceu em Caracas em 1970 e morreu após o desabamento de um prédio no estado de La Guaira. O Ministério das Relações Exteriores da Itália estima que cerca de 170 mil pessoas com passaporte italiano vivem no país sul-americano.
Além disso, dois cidadãos chineses foram confirmados entre as vítimas. A embaixada da China em Caracas emitiu um alerta para que seus cidadãos tomem precauções contra possíveis desastres secundários, como réplicas de terremotos, destacando a preocupação com a segurança da comunidade chinesa na região.
A situação na Venezuela é um lembrete da vulnerabilidade de muitos países a desastres naturais. As repercussões desse evento trágico podem ser sentidas em diversas partes do mundo, especialmente entre as comunidades de imigrantes que mantêm laços com suas nações de origem.











