Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado na madrugada desta segunda-feira, 29 de junho, em busca de melhorias salariais. Os rodoviários exigem um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas e R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulado (BRT), além de um vale alimentação de R$ 1.000 e um plano de saúde.
Uma decisão judicial estipulou que 50% da frota deve operar durante os horários de pico. Atualmente, segundo informações do Rio Ônibus, 860 ônibus estão em circulação na cidade. Entretanto, a empresa relatou que cerca de 40 veículos foram vandalizados por grevistas.
Os consórcios de transporte estão fazendo um apelo aos motoristas e demais rodoviários para que retornem às garagens e ajudem a restabelecer a normalidade do serviço o quanto antes.
Reivindicações e reações
De acordo com Everaldo João, membro da diretoria do conselho fiscal do Sindicato dos Rodoviários do Rio, não há confirmação sobre os atos de vandalismo. Ele destacou que “o piso está muito defasado há muitos anos”, enfatizando a necessidade de uma revisão salarial.
Uma nova audiência de conciliação está agendada para a manhã de terça-feira, 30 de junho. Após a audiência, uma assembleia dos rodoviários será realizada para discutir os próximos passos do movimento.
As autoridades e a população acompanham a situação de perto, uma vez que a greve pode impactar significativamente o transporte público na cidade. A expectativa é que as negociações avancem e uma solução seja encontrada em breve.











