O mercado internacional de arroz deve continuar aquecido na temporada 2026/2027, conforme apontado pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O México e as Filipinas se destacam com aumento nas importações, refletindo uma dependência crescente do cereal no comércio global.
A elevação das importações por parte desses países pode impactar diretamente os preços do arroz no mercado internacional, afetando tanto produtores quanto consumidores. A situação exige atenção, uma vez que a produção interna ainda não é suficiente para atender à demanda crescente.
México eleva importações e mantém produção limitada de arroz
O México deve aumentar suas compras externas de arroz beneficiado, com uma projeção de importações de 830 mil toneladas para a temporada 2026/2027. Essa cifra supera as 800 mil toneladas do ciclo anterior, enquanto a produção interna deve alcançar 192 mil toneladas, um leve crescimento em relação às 184 mil toneladas de 2025/2026.
Apesar do aumento na área plantada, que deve passar de 39 mil para 41 mil hectares, o consumo interno continua a crescer. A demanda estimada é de 1,01 milhão de toneladas, o que reforça a necessidade de importações para garantir o abastecimento no país.
Filipinas ampliam compras externas diante de consumo elevado
As Filipinas também estão ampliando suas importações, com uma produção estimada de 12,30 milhões de toneladas de arroz beneficiado em 2026/2027. Contudo, a área plantada foi reduzida para 4,65 milhões de hectares, o que pode impactar a capacidade de atender à demanda interna.
A demanda nas Filipinas está projetada em 17,65 milhões de toneladas, o que leva a uma necessidade de importações de 5,2 milhões de toneladas, um aumento significativo em relação às 4,4 milhões do ciclo anterior. Esse cenário pressiona ainda mais o mercado global de arroz.
Mercado global de arroz acompanha impacto nos preços e bolsas internacionais
O aumento das importações no México e nas Filipinas ocorre em um contexto de atenção dos mercados globais, que estão monitorando as commodities agrícolas e os ativos financeiros. As bolsas internacionais operam com variações moderadas, refletindo a cautela dos investidores diante das expectativas de demanda asiática e das oscilações do dólar.
Esse cenário pode influenciar diretamente o mercado brasileiro, onde o Ibovespa tende a acompanhar as flutuações externas. O dólar, por sua vez, continua a ter um papel crucial nos preços das commodities agrícolas, especialmente aquelas com forte participação no comércio internacional.
Com a demanda firme por arroz no mercado internacional e a produção doméstica ainda insuficiente, a tendência é que a dependência externa se mantenha. Isso pode resultar em uma sustentação dos preços internacionais do cereal, especialmente em momentos de instabilidade econômica.











