O mercado brasileiro de café enfrenta desafios nesta semana, com preços em queda devido à pressão das bolsas internacionais, a desvalorização do dólar e o avanço da colheita nas principais regiões produtoras. Apesar de algumas melhorias climáticas, a qualidade da safra ainda é uma preocupação, levando os produtores a adotar uma postura cautelosa nas negociações.
No mercado físico, os preços estão em baixa no curto prazo. Com os contratos futuros operando em queda na Bolsa de Nova York e o câmbio desfavorável, muitos cafeicultores optam por adiar vendas, esperando um cenário mais favorável para comercialização.
Queda nos preços nas principais regiões produtoras
Na última sexta-feira, o mercado doméstico registrou cotações entre estáveis e em baixa, refletindo as perdas nas bolsas internacionais. No Sul de Minas, o café arábica bebida boa foi negociado entre R$ 1.650,00 e R$ 1.655,00 por saca, enquanto a safra nova variou entre R$ 1.540,00 e R$ 1.560,00.
No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura da safra 2025 foi comercializado entre R$ 1.660,00 e R$ 1.680,00, também em queda. Na Zona da Mata, o café arábica tipo rio teve valores entre R$ 1.230,00 e R$ 1.240,00 por saca, com a nova safra variando de R$ 1.500,00 a R$ 1.520,00.
Enquanto isso, no Espírito Santo, o mercado de conilon se manteve estável, com o tipo 7 negociado entre R$ 1.050,00 e R$ 1.055,00 por saca. A estabilidade nesse estado contrasta com as flutuações observadas em Minas Gerais.
Preocupações com a qualidade da safra
Embora o tempo seco tenha permitido a continuidade da colheita, o excesso de chuvas em junho ainda gera apreensão no setor. Levantamentos indicam que as precipitações elevaram a umidade dos grãos, dificultando a secagem e aumentando o risco de fermentação, o que pode comprometer a qualidade do café.
Com uma safra volumosa, a atenção do mercado se volta não apenas para a oferta, mas também para a qualidade do produto. Cafés de melhor padrão podem conquistar prêmios, enquanto lotes afetados pela umidade podem sofrer desvalorizações.
A desvalorização do dólar também impacta a competitividade das exportações, pressionando os preços internos. A moeda americana em queda reduz a atratividade das vendas externas, enquanto investidores monitoram as condições climáticas e suas possíveis implicações na produção nos próximos meses.











