O açúcar teve um aumento significativo nas bolsas internacionais, refletindo preocupações com a oferta global da commodity. As cotações subiram em Nova York e Londres, impulsionadas por riscos climáticos na Índia e pela produção abaixo do esperado no Brasil.
No entanto, o cenário é diferente no mercado brasileiro, onde o açúcar cristal apresentou uma nova queda no estado de São Paulo. Essa diminuição nos preços é resultado da maior disponibilidade do produto e de um ritmo mais moderado nas negociações.
Açúcar bruto e branco em alta no exterior
Na ICE Futures US, os contratos de açúcar bruto fecharam com ganhos expressivos. O contrato para julho de 2026 subiu para 13,98 cents de dólar por libra-peso, enquanto os vencimentos de outubro e março de 2027 também apresentaram altas significativas.
Da mesma forma, na ICE Futures Europe, o açúcar branco teve uma valorização ainda mais intensa. O contrato para agosto de 2026 encerrou a sessão cotado a US$ 464,00 por tonelada, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis restrições na oferta global.
Apesar do desempenho positivo no exterior, o mercado físico brasileiro enfrenta pressão. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo caiu para R$ 92,31 por saca de 50 quilos, acumulando uma queda de 0,74% ao longo de junho.
As preocupações climáticas na Índia e a produção abaixo do esperado no Brasil são fatores que sustentam os preços internacionais. O déficit de chuvas na Índia afeta o desenvolvimento dos canaviais, enquanto no Brasil, a produção de açúcar no Centro-Sul permanece abaixo dos volumes do ano anterior.
Essa combinação de fatores pode impactar diretamente o produtor rural e o consumidor. A redução na oferta de açúcar para exportação pode fortalecer os preços internacionais, enquanto os compradores no Brasil permanecem cautelosos, refletindo um cenário de incertezas no mercado.











