O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma deflação de 0,50% em junho, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa queda é atribuída principalmente à diminuição dos preços das commodities energéticas e de produtos agropecuários, o que traz alívio para a inflação e impacto direto no agronegócio.
Com essa deflação, o IGP-M acumula alta de 3,27% no ano e 3,16% nos últimos 12 meses, refletindo uma desaceleração na inflação que afeta contratos de aluguel e tarifas. Para os produtores rurais, essa situação pode significar uma redução nos custos de produção e uma maior estabilidade no mercado.
Commodities e agronegócio influenciam o IGP-M
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi o principal responsável pela deflação do IGP-M, apresentando uma queda de 0,97% em junho. A normalização dos preços internacionais das commodities, especialmente após a diminuição das tensões no Estreito de Ormuz, contribuiu para essa redução nos custos ao produtor.
Apesar das preocupações climáticas e do aumento dos custos de produção, culturas como a cana-de-açúcar e o café em grãos continuam a ter um desempenho positivo em 2026. Essa realidade favorece a diminuição dos preços, que já começa a ser sentida pelo consumidor final.
Impacto na inflação ao consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou desaceleração em junho, subindo apenas 0,47%. Essa queda é um reflexo da maior oferta agrícola e da redução de preços em diversas cadeias produtivas, beneficiando diretamente o consumidor.
Por outro lado, alguns grupos de despesas, como Educação e Comunicação, registraram aceleração nos preços. Isso demonstra que, embora a inflação geral esteja perdendo força, ainda existem setores que enfrentam pressões de custo.
O cenário atual aponta para um controle mais eficaz da inflação, especialmente nos preços ao produtor. A combinação de recuo nas commodities, boas safras agrícolas e a redução nos preços de combustíveis são fatores que contribuem para essa estabilidade, embora os produtores continuem atentos a fatores climáticos e geopolíticos ao longo do segundo semestre.











