O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu, nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, suspender por dois meses os mandatos dos deputados federais Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). A medida é uma resposta ao motim ocorrido em agosto de 2025, quando esses parlamentares invadiram a Mesa Diretora, impedindo o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de assumir seu cargo.
A decisão foi aprovada em uma sessão marcada por tumulto e tensões entre os membros do Conselho. O relator da representação, Moses Rodrigues (União-CE), destacou a gravidade da situação, afirmando que a Câmara não pode tolerar ações que busquem impor pautas por meio de chantagem e ocupação física dos espaços de deliberação.
Contexto do Motim
O motim na Mesa Diretora foi motivado por protestos contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pela discussão sobre a anistia aos golpistas que participaram dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Esses eventos geraram um clima de polarização e tensão política, refletindo a divisão entre os parlamentares.
A suspensão dos mandatos dos deputados bolsonaristas é um desdobramento que pode impactar a dinâmica política na Câmara. Os parlamentares ainda têm a possibilidade de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, ao plenário, que dará a decisão final sobre o caso.
Essa situação levanta questões sobre a atuação do Conselho de Ética e a necessidade de manter a ordem e o respeito às instituições. A medida é vista como uma tentativa de restabelecer a normalidade e a autoridade da Câmara dos Deputados diante de ações consideradas extremas.
O desfecho deste caso pode influenciar a relação entre os partidos e a base de apoio do governo, além de refletir nas próximas eleições. A sociedade acompanha atentamente os desdobramentos, que podem ter repercussões significativas no cenário político nacional.











