Duas estudantes de biotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) estão revolucionando a forma de combater incêndios florestais com um produto inovador e sustentável. O retardante de chamas, chamado BIODEFENSER®, promete não apenas conter as chamas, mas também auxiliar na recuperação ambiental.
Após vencerem as etapas regional e nacional do Hult Prize 2026, as jovens se preparam para representar o Brasil na fase internacional da competição. O Hult Prize é conhecido como o “Prêmio Nobel para Estudantes” e desafia universitários a desenvolverem soluções para problemas globais urgentes.
O Produto Inovador
O BIODEFENSER® é formulado a partir de compostos naturais, evitando o uso de produtos químicos nocivos ao meio ambiente. Durante os testes laboratoriais, o produto demonstrou eficácia em apagar chamas, e as estudantes planejam realizar testes em maior escala em breve.
Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira, as criadoras do projeto, destacam que a ideia surgiu da necessidade de encontrar uma solução que não prejudicasse a fauna e flora, já que muitos produtos utilizados atualmente são tóxicos.
Impacto e Sustentabilidade
Os incêndios florestais têm um impacto significativo no meio ambiente, sendo responsáveis por bilhões de toneladas de emissões de CO² anualmente. Com a proposta de criar uma barreira térmica que reduz a propagação das chamas, o BIODEFENSER® se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Além de combater o fogo, o produto cria uma camada bioativa no solo, favorecendo a recuperação da vegetação e evitando novos focos de incêndio. Essa inovação não só protege o meio ambiente, mas também economiza água, um recurso vital em situações de incêndio.
Próximos Passos
As estudantes estão em busca de parcerias para expandir suas pesquisas e validar a eficácia do produto. Com o apoio da Embrapa e de outras instituições, elas esperam realizar testes em campo e obter laudos que comprovem a segurança ambiental do BIODEFENSER®.
Com um prêmio de US$ 1 milhão em jogo, Mariah e Taciane estão determinadas a levar sua ideia ao mercado ainda neste ano. O sucesso na competição pode ser um divisor de águas para a produção em larga escala do retardante de chamas, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a segurança das florestas brasileiras.











