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Milho: preços caem em Chicago e B3 enquanto mercado aguarda USDA
Imagem: Reprodução
Agro

Milho: preços caem em Chicago e B3 enquanto mercado aguarda USDA

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Os preços do milho estão em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Esses relatórios, que trazem dados sobre área plantada e estoques, são cruciais para a formação dos preços internacionais dos grãos.

No Brasil, a baixa liquidez do mercado continua a ser um desafio, com negociações limitadas e compradores abastecidos no curto prazo. A colheita da segunda safra avança, pressionando as cotações em várias regiões produtoras.

Expectativa pelo USDA e impacto no mercado internacional

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do milho operavam em baixa. O contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, apresentando uma queda de 0,25 ponto. A expectativa em torno dos números do USDA mantém os investidores cautelosos, mesmo após uma redução inesperada nas avaliações das lavouras.

As chuvas recentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos ajudaram a aliviar preocupações climáticas, mas a previsão de uma onda de calor ainda gera apreensão. A postura defensiva dos investidores, com vendas líquidas significativas, pode aumentar a volatilidade do mercado caso os dados do USDA surpreendam.

Mercado brasileiro sob pressão

Na B3, os contratos também iniciaram o dia em baixa, acompanhando a tendência internacional. O contrato de julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, refletindo uma queda de 0,15%. Apesar do suporte do dólar, a pressão externa e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram reações mais consistentes nos preços.

O mercado físico no Brasil apresenta um cenário misto, com volume reduzido de negócios. A combinação de demanda enfraquecida e compradores abastecidos contribui para um ritmo lento nas negociações, especialmente nas regiões produtoras.

Perspectivas futuras e volatilidade no mercado

A expectativa agora se concentra na divulgação dos relatórios do USDA, que podem influenciar significativamente os preços do milho. Se os números indicarem uma redução na área cultivada ou estoques menores, os preços podem se recuperar. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta robusta devem manter a pressão sobre as cotações.

Enquanto isso, o mercado brasileiro continua a monitorar a colheita da safrinha e o comportamento do câmbio. Essas variáveis, junto com a demanda doméstica e o cenário internacional, serão determinantes para a tendência dos preços nas próximas semanas.

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