O fenômeno climático El Niño, que deve retornar no segundo semestre de 2026, está gerando preocupações no mercado global de café. Com a previsão de impactos variados nas regiões produtoras, a atenção se volta para a oferta mundial nos próximos ciclos, especialmente para as safras de 2026/27 e 2027/28.
Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, a intensidade e a duração do El Niño serão cruciais para determinar seus efeitos na produção cafeeira. Embora o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, não deva sofrer impactos diretos significativos na safra 2026/27, o clima ainda exige monitoramento constante.
Impactos na safra brasileira e a volatilidade do mercado
A expectativa é que a safra brasileira de 2026/27 não enfrente grandes problemas devido ao El Niño. Contudo, um outono e inverno mais chuvosos podem atrasar a colheita, aumentando a volatilidade no mercado de café a curto prazo. Assim, é fundamental que os produtores fiquem atentos às condições climáticas nos próximos meses.
Enquanto a safra atual parece segura, o foco já se volta para a florada da safra 2027/28. Essa fase é crucial para o potencial produtivo do cafeeiro, e alterações nas temperaturas e chuvas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras. Portanto, o comportamento climático será decisivo para as projeções futuras.
Vulnerabilidades em outras regiões produtoras
Fora do Brasil, o El Niño pode ter impactos mais severos, especialmente na América Central e no Sudeste Asiático. Essas regiões são mais suscetíveis às variações climáticas, o que pode afetar o desenvolvimento das lavouras e reduzir a produção nas safras 2026/27 e 2027/28.
Diante da possibilidade de um evento climático mais intenso entre o final de 2026 e o início de 2027, o mercado de café está se preparando para monitorar de perto as condições climáticas nas principais áreas produtoras. Mesmo com riscos limitados para o Brasil no curto prazo, o clima continua a ser uma variável chave na precificação do café.
Com a dependência global da oferta de café concentrada em poucas origens, o alerta para ajustes na oferta e na volatilidade dos preços é constante. Os produtores e consumidores devem estar preparados para possíveis mudanças no mercado nos próximos anos.











