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Safra de citros no Rio Grande do Sul enfrenta baixa demanda
Imagem: Reprodução
Agro

Safra de citros no Rio Grande do Sul enfrenta baixa demanda

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A citricultura do Rio Grande do Sul vive um momento paradoxal: enquanto a safra de citros apresenta boa produtividade e qualidade, a baixa demanda tem pressionado os preços e dificultado a comercialização. Os produtores enfrentam um cenário desafiador, onde a oferta elevada não se traduz em rentabilidade.

Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a situação varia entre as regiões, mas o principal obstáculo continua sendo a dificuldade em escoar a produção. Isso é especialmente crítico para as variedades destinadas ao mercado in natura e à indústria, que estão enfrentando um desaquecimento nas vendas.

Produção elevada favorece qualidade da safra

Na região de Caxias do Sul, os pomares estão em boas condições, com práticas de manejo adequadas, como adubações e tratamentos fitossanitários. Apesar disso, as vendas das variedades precoces, como a bergamota Caí e a laranja Umbigo, estão aquém do esperado, com preços variando entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por quilo.

Em Erechim, a expectativa é de produtividade média de 32 toneladas por hectare, mas os preços continuam insatisfatórios, girando em torno de R$ 0,40 por quilo para algumas variedades. A colheita da laranja Valência, destinada à indústria, deve começar no fim de julho, mas a expectativa de vendas ainda é incerta.

Comercialização lenta preocupa produtores

A lenta comercialização é uma preocupação constante entre os citricultores. Na região de Lajeado, a procura por diversas variedades permanece limitada, o que tem pressionado os preços e dificultado o fechamento de negócios. A colheita da bergamota Ponkan já alcançou entre 50% e 70% das áreas cultivadas, mas a retração da demanda é um fator que preocupa.

Além disso, o mercado para laranja destinada ao processamento continua retraído, com indústrias mostrando pouco interesse nas compras. O limão Tahiti também enfrenta dificuldades, com parte significativa da produção sem mercado, comprometendo a rentabilidade dos produtores.

Greening reforça alerta na citricultura gaúcha

Outro desafio que o setor enfrenta é o avanço da doença conhecida como greening. A confirmação da doença em Palmitinho gerou um alerta entre os citricultores, que buscam orientações sobre prevenção e manejo. A Emater/RS-Ascar destaca a importância de ações preventivas, especialmente no Vale do Caí, onde muitas famílias dependem da citricultura.

Apesar das dificuldades, a safra de citros no Rio Grande do Sul apresenta condições agronômicas favoráveis. A expectativa é que, nos próximos meses, a demanda se recupere e que as indústrias abram as compras, fatores que podem ajudar a equilibrar a oferta e os preços, beneficiando tanto os produtores quanto a economia regional.

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