Os preços futuros do milho estão em alta nas bolsas de Chicago e B3, impulsionados pela desvalorização do dólar, demanda aquecida e aumento nas exportações. Essa movimentação é um reflexo de um mercado que busca se equilibrar, mesmo diante de uma colheita que avança no Brasil.
Na Bolsa de Chicago, os contratos para julho eram negociados a US$ 4,25 por bushel, com alta de 4,75 pontos. A valorização também foi observada nos vencimentos de setembro e dezembro, que avançaram para US$ 4,25 e US$ 4,44, respectivamente. Essa recuperação é um sinal positivo para os produtores que buscam melhores margens de lucro.
Dólar mais fraco favorece exportações dos Estados Unidos
O enfraquecimento do dólar torna o milho norte-americano mais competitivo no mercado internacional, estimulando a demanda. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que as vendas externas já somam 84,7 milhões de toneladas nesta temporada, um aumento de 25% em relação ao ano anterior.
Esse cenário de demanda robusta oferece suporte às cotações, mesmo com a expectativa de uma grande safra nos EUA. Para os produtores brasileiros, isso pode significar uma pressão adicional sobre os preços internos, à medida que o mercado global se ajusta.
B3 acompanha Chicago e registra valorização dos contratos
No Brasil, a B3 também registrou alta nos contratos futuros, com o vencimento de julho alcançando R$ 65,15 por saca. O mercado busca um novo equilíbrio, especialmente com a colheita da segunda safra em andamento, que pode impactar a oferta e a demanda.
Apesar da recuperação nos contratos futuros, o mercado físico brasileiro enfrenta baixa liquidez. Produtores estão priorizando a entrega de contratos já firmados, enquanto compradores adotam uma postura cautelosa, adquirindo apenas o necessário para o abastecimento imediato.
Com a colheita avançando, a expectativa é que o mercado encontre espaço para uma recuperação mais consistente. No entanto, a presença de estoques elevados e a perspectiva de uma produção robusta ainda limitam movimentos mais expressivos de valorização.











