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Algodão recua em junho, mas mercado reage no Brasil
Imagem: Reprodução
Agro

Algodão recua em junho, mas mercado reage no Brasil

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O mercado brasileiro de algodão enfrentou um recuo significativo em junho, impactado pela diminuição da demanda interna e pela pressão das cotações na Bolsa de Nova York. Essa situação levou os compradores a adotarem uma postura mais cautelosa, resultando em negociações pontuais e um ritmo reduzido entre a indústria e os produtores.

De acordo com a Safras Consultoria, o mês foi marcado por estratégias de compra “da mão para boca”, onde a formação de estoques foi minimizada e as aquisições se tornaram mais seletivas. Essa dinâmica reflete uma preocupação com a liquidez do mercado, que se tornou um desafio para os agentes do setor.

Recuperação Parcial no Final do Mês

No entanto, na última semana de junho, houve uma leve melhora na demanda, o que trouxe maior movimentação ao mercado físico e ajudou a sustentar uma recuperação parcial das cotações em algumas regiões do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, o algodão foi negociado a R$ 4,12 por libra-peso, uma alta de 0,73% em relação à semana anterior.

Apesar dessa recuperação, os preços ainda estão 3,29% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em Rondonópolis (MT), a pluma foi negociada a R$ 130,06 por arroba, apresentando uma leve alta semanal, mas com retração acumulada no mês.

Influência Internacional e Expectativas Futuras

A pressão das cotações internacionais continua a ser um fator determinante para o mercado brasileiro. A queda em Nova York não apenas reduz o ritmo das negociações, mas também afeta as referências de preço para a pluma no país. A demanda interna fraca, especialmente da indústria têxtil, contribui para esse cenário de menor liquidez.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou um aumento na área plantada de algodão nos EUA para 2026, o que pode impactar ainda mais o mercado global. Com uma área total estimada em 9,850 milhões de acres, essa expansão pode influenciar a oferta e a demanda nas próximas semanas.

Os agentes do setor no Brasil permanecem atentos às flutuações de preços em Nova York, ao comportamento da indústria têxtil e ao ritmo das exportações. Esses fatores serão cruciais para determinar a liquidez e a formação de preços no mercado físico ao longo do segundo semestre, refletindo diretamente na economia regional e nas decisões dos produtores rurais.

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