A zona norte do Rio de Janeiro se destaca como a região com as temperaturas mais elevadas da cidade, segundo um estudo recente. Essa pesquisa, realizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro, analisou dados dos últimos 25 anos e revelou informações importantes sobre as ilhas de calor na capital fluminense.
O estudo, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), mapeou a temperatura da superfície terrestre, a cobertura vegetal e as áreas construídas no município. Os resultados mostram que a zona norte, em particular, apresenta os maiores índices de temperatura, com médias que chegaram a 42,3°C em 2025.
Impactos da Urbanização e Mudanças Climáticas
Os pesquisadores identificaram que a urbanização intensa e a falta de áreas verdes são fatores que contribuem para o aumento das temperaturas. Bairros como Vila da Penha e Jacaré registraram temperaturas próximas a 47°C durante o verão, destacando a necessidade de ações para mitigar os efeitos do aquecimento urbano.
Além disso, a pesquisa apontou que a zona norte possui os menores índices de cobertura vegetal e os maiores percentuais de área construída. Essa combinação torna a região mais suscetível à formação de ilhas de calor, fenômeno que afeta a qualidade de vida dos moradores e pode agravar problemas de saúde pública.
Enquanto isso, a zona sul do Rio, com sua vegetação mais abundante e áreas de lazer, manteve temperaturas médias em torno de 25°C. Essa diferença acentua a importância de preservar e expandir áreas verdes em regiões mais urbanizadas.
O estudo também destaca a necessidade de monitoramento contínuo das áreas de planejamento, especialmente nas zonas oeste e sudoeste, onde a expansão urbana é intensa. Medidas adequadas de planejamento ambiental são essenciais para evitar que o crescimento desordenado contribua ainda mais para as ilhas de calor.
Com esses dados em mãos, o Ministério Público poderá direcionar suas ações para as áreas mais vulneráveis e promover políticas públicas que visem a adaptação às mudanças climáticas. A ampliação da arborização urbana e a preservação de unidades de conservação são algumas das estratégias recomendadas para reduzir os impactos do aquecimento.
Para os moradores e visitantes do Rio de Janeiro, é fundamental estar ciente das condições climáticas e buscar alternativas que promovam o bem-estar, como visitar parques e áreas verdes, especialmente durante os dias mais quentes. A conscientização sobre a importância da vegetação urbana pode ser um passo importante para a melhoria da qualidade de vida na cidade.











